domingo, 2 de maio de 2010

frentismos

 


 



 


Foi daqui


 


 


A idiossincrasia política portuguesa não é, como se sabe, muito fácil de perceber. Nos últimos 30 a 40 anos manifestaram-se duas maiorias: uma de centro-esquerda, digamos assim, que tem a sua latitude máxima mais centrista na franja social-democrata do PSD e uma outra de raiz católica (muito pouco praticante, diga-se) mas que balança o país para o bloco central com uma cedência abençoada ao chamado arco-do-poder e com a ideia de aturar as diabruras da esquerda mais radical mas acantonando-a nos sindicatos. Ou seja, em termos de governo o país chega-se à direita, mas o contra-peso da presidência da República chega-se à esquerda; até Cavaco Silva PR foi mais ou menos assim.


 


E é exactamente este imbróglio exclusivo que os outros europeus já resolveram: nos governos do centro e do norte do continente cabem todos. Em Portugal há uma expressão que exclui à partida e que até parece que assusta: frentismo. Como se o frentismo fosse apenas de esquerda e perigoso precisamente por isso. É errado. Há um frentismo de direita na candidatura de Cavaco Silva, por exemplo, que tem a sua latitude máxima centrista na ala direitista do PS. E nesse frentismo estão incluídos radicais tão "perigosos" como os tais da frente contrária, com os resultados que todos conhecemos na actualidade. Há muitos saudosos do salazarismo, por exemplo, que se revêm nessa candidatura; apenas a tal maioria de costumes conservadores impede a sua identificação.

6 comentários:

  1. Ah pois é.E a esquerda que não se cuide.

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  2. Rodrigo Robustinho2 de maio de 2010 às 21:14

    Essa é que essa já dizia um tio meu. A democracia tem muito que andar.

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  3. "Há muitos saudosos do salazarismo, por exemplo, que se revêm nessa candidatura; apenas a tal maioria de costumes conservadores impede a sua identificação." Tens razão Paulo. Há radicais e radicais.

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  4. Finalmente de acordo :-)

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  5. Basta de corta fitas, bafientos e profissionais da política do "dá cá o meu".

    Queremos um presidente com carácter, simplicidade e coragem, que seja determinado na defesa do país.

    Eu e muita gente, levaremos o Dr. Fernando Nobre a presidente!

    Admiro este homem do mundo pelo seu percurso de vida extraordinário.

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  6. Se todos os “degenerados” daqui saírem …Finalmente “cumpre-se” Portugal como disse “Fernando Pessoa”.

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