
Já cansa ouvir os economistas do costume insinuarem que se tem de dizer a verdade aos portugueses. Mas qual verdade? Aquela de que agora nunca se fala e que está também na origem desta crise quase sem precedentes do sector financeiro, que começou no Lehman Brothers, passou pelo célebre Bernard Madof - qual D. Branca que enganou anos a fio os sofisticados financeiros - e continuou nos mais recentes desfalques em que os bancos portugueses também estiveram envolvidos?
BCP, BPN e BPP são os casos mais conhecidos. Ainda nestes dias, o "ex-guru" Jardim Gonçalves foi penalizado num milhão de euros associado ao castigo de nove anos sem actividade bancária. É bom ter presente que, nos anos de 2007, 2008, e 2009, se assistiu ao abandono dourado de uma série de financeiros; basta consultar a imprensa da época. Outro "ex-guru" do subpraime, putativo candidato a primeiro-ministro de Portugal, António Borges, ao que se dizia ponta de lança do polémico Goldman Sachs, parece perdido em combate.
Depois desta hecatombe, os estados injectaram capital sem fim, e de forma descontrolada, nas economias para que a bancarrota não fosse um facto e com um efeito dominó a partir dos Estados Unidos da América. É factual, que raio. As finanças públicas ficaram depauperadas. Mas sobre esta verdade nem uma linha. Nem sequer o grupo de corajosos e destemidos, onde pontuam Medina Carreira e João Salgueiro. Nada. Os seus alvos são os mesmos de sempre: os funcionários públicos, com uma incursão ligeira nos seus amigos das empresas públicas e nos outros clientes habituais do orçamento do estado.
Quilos de verdade Paulo. A coisa está feia.
ResponderEliminarOs funcionários públicos deste país são um alvo a abater!
ResponderEliminarUni-vos é tempo de cerrar fileiras e dizer NÃO, ...
Vós não tendes nada a perder a não ser vossos grilhões...
Espero-vos a 29 de Maio
ResponderEliminarLIBERDADE
ResponderEliminarViemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
Sérgio Godinho
Composição: Sérgio Godinho
Tão actual!
É a nossa vez
ResponderEliminarVamos levar avante a "Revolução Permanente", camarada.[:-)>]
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