domingo, 16 de maio de 2010

verdade

 



Foi daqui


 


Já cansa ouvir os economistas do costume insinuarem que se tem de dizer a verdade aos portugueses. Mas qual verdade? Aquela de que agora nunca se fala e que está também na origem desta crise quase sem precedentes do sector financeiro, que começou no Lehman Brothers, passou pelo célebre Bernard Madof - qual D. Branca que enganou anos a fio os sofisticados financeiros - e continuou nos mais recentes desfalques em que os bancos portugueses também estiveram envolvidos?


 


BCP, BPN e BPP são os casos mais conhecidos. Ainda nestes dias, o "ex-guru" Jardim Gonçalves foi penalizado num milhão de euros associado ao castigo de nove anos sem actividade bancária. É bom ter presente que, nos anos de 2007, 2008, e 2009, se assistiu ao abandono dourado de uma série de financeiros; basta consultar a imprensa da época. Outro "ex-guru" do subpraime, putativo candidato a primeiro-ministro de Portugal, António Borges, ao que se dizia ponta de lança do polémico Goldman Sachs, parece perdido em combate.


 


Depois desta hecatombe, os estados injectaram capital sem fim, e de forma descontrolada, nas economias para que a bancarrota não fosse um facto e com um efeito dominó a partir dos Estados Unidos da América. É factual, que raio. As finanças públicas ficaram depauperadas. Mas sobre esta verdade nem uma linha. Nem sequer o grupo de corajosos e destemidos, onde pontuam Medina Carreira e João Salgueiro. Nada. Os seus alvos são os mesmos de sempre: os funcionários públicos, com uma incursão ligeira nos seus amigos das empresas públicas e nos outros clientes habituais do orçamento do estado.

6 comentários:

  1. Quilos de verdade Paulo. A coisa está feia.

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  2. Os funcionários públicos deste país são um alvo a abater!

    Uni-vos é tempo de cerrar fileiras e dizer NÃO, ...

    Vós não tendes nada a perder a não ser vossos grilhões...

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  3. Espero-vos a 29 de Maio

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  4. LIBERDADE

    Viemos com o peso do passado e da semente
    Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
    e a sede de uma espera só se estanca na torrente
    e a sede de uma espera só se estanca na torrente
    Vivemos tantos anos a falar pela calada
    Só se pode querer tudo quando não se teve nada
    Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
    Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
    Só há liberdade a sério quando houver
    A paz, o pão
    habitação
    saúde, educação
    Só há liberdade a sério quando houver
    Liberdade de mudar e decidir
    quando pertencer ao povo o que o povo produzir
    quando pertencer ao povo o que o povo produzir

    Sérgio Godinho
    Composição: Sérgio Godinho

    Tão actual!

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  5. Vamos levar avante a "Revolução Permanente", camarada.[:-)>]

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