sábado, 3 de julho de 2010

inferno

 


 


 



Foi daqui


 


 


 



"Queda sem fim, seguido da Descida ao Maelstrôm, de Edgar Allan Poe" é o último livro de José Bragança de Miranda, professor de Teoria da Cultura, Cibercultura, Arte e Comunicação e Teoria Política. 

Acompanho-o, lendo os seus livros, desde meados da década de noventa. Comecei a interessar-me pelos seus escritos quando assisti a uma conferência sua sobre corporeidade. José Bragança de Miranda, tem duas excelentes obras iniciais: "Analítica da Actualidade" e "Política e Modernidade".


"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal"".


 


 


(Não é a primeira vez que faço


um post com esta citação).

3 comentários:



  1. A queda é uma imagem judaico-cristã fortíssima que se tornou imanente ao acto de nascer.
    Num outro plano, todos os corpos caem, mesmo os que não caem.

    ResponderEliminar
  2. Fausto Viegas (Norte)3 de julho de 2010 às 21:31

    carago!!!

    ResponderEliminar