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sexta-feira, 24 de abril de 2015

das supressões na passagem do analógico para o digital

 


 


 


 


Há mais de uma década que se repetem os lamentos (e não se passa da lamúria, com honrosas excepções, como sempre, e até se aumentam os caracteres entrópicos quais bactérias em reprodução acelerada): o sistema escolar transformou-se num inferno de burocracia inútil.


 


Com as novas tecnologias associadas à ausência de "escolas de gestão escolar", a passagem do analógico para o digital no lançamento da informação acelerou, na maioria dos casos, a entrada na parte menos desejada da obra de Dante Alighieri e só quem assiste no lugar da alteridade é que vê a divina comédia.


 


Uma das causas é o receio da supressão de procedimentos que, na maioria dos casos, nunca conheceram suporte legal ou sequer reconhecimento no código de procedimento administrativo. Muitas vezes, a sua permanente existência deveu-se à jurisprudência do temor. A passagem do analógico para o digital pode ser uma oportunidade para a supressão de procedimentos, até dos que se repetem aos milhares em todas as escolas e em todas as horas sem que se interrogue a sua utilidade. Desse elenco "interminável" darei conta noutro post, embora um simples exercício de memória encontre candidatos para os dedos das duas mãos (há escolas em países europeus que funcionam, veja-se lá, sem, por exemplo, sumários nem actas e com professores responsabilizados).


 


 


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sábado, 3 de julho de 2010

inferno

 


 


 



Foi daqui


 


 


 



"Queda sem fim, seguido da Descida ao Maelstrôm, de Edgar Allan Poe" é o último livro de José Bragança de Miranda, professor de Teoria da Cultura, Cibercultura, Arte e Comunicação e Teoria Política. 

Acompanho-o, lendo os seus livros, desde meados da década de noventa. Comecei a interessar-me pelos seus escritos quando assisti a uma conferência sua sobre corporeidade. José Bragança de Miranda, tem duas excelentes obras iniciais: "Analítica da Actualidade" e "Política e Modernidade".


"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal"".


 


 


(Não é a primeira vez que faço


um post com esta citação).