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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Um imperativo com duas décadas

 


 


 


 


Cresce a apreensão com o silêncio sobre a plataforma digital única para o sistema escolar (a E-360). É um imperativo com cerca de duas décadas. Entretanto, continua a desordem da redundância com mais de vinte plataformas digitais. O tempo passa e a atmosfera acrescenta burnout aos profissionais que lançam informação, que se reforça com os dados não incluídos nas plataformas das empresas privadas. Mas mesmo os incluídos e devidamente tratados, como, por exemplo, os dos alunos, são "desconhecidos" por decisores e avaliadores, provocando a circulação infernal de ficheiros excel e word. É o tal mundo criativo da repetição e das inutilidades, estimulado a partir do poder central. É uma espécie de "brinquemos às escolas e à gestão". No mínimo, a governabilidade exigiria a inclusão de "toda" a informação nuclear nesse software como critério primeiro de licenciamento e a proibição de outras plataformas nos serviços centrais. A avaliação externa (Inspecção-Geral) "penalizaria" os desvios das escolas, com saliência para a obtenção da informação nas aplicações do office ou equivalente e para a impressão de documentos; a administração pública tem já exemplos, como é notório com o portal das finanças que até lida com um universo muito mais complexo no cruzamento de dados.


 


(Já usei esta argumentação noutros posts;


há quase duas décadas :))


 


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quarta-feira, 5 de abril de 2017

o sistema escolar é ingovernável ou só proibindo?

 


 


 


Nota-se bem a presença do simplex dois na "papelada-a-menos-na-muita-papelada-a-menos-nem-sequer substituída-por-ficheiros-digitais" do IRS. E nota-se vontade de simplificar na administração pública.


No sistema escolar é o inverso. O ME exige, ou insinua, informação "impensada" que não é incluída nos programas das empresas de software escolar. Isso provoca a circulação infernal de ficheiros excel e word. É uma escalada sem paralelo. Proporciona também a roda livre escolar de quem "desconhece" que a obtenção de informação "pedagógica" tem exigências administrativas. É o tal mundo criativo da repetição de inutilidades. É uma espécie de "vamos brincar às escolas e à gestão". No mínimo, a governabilidade exigiria a inclusão de "toda" a informação nuclear nesse software como critério primeiro de licenciamento. A avaliação externa "penalizaria" os excessos - e pontuaria as boas soluções - e não o contrário. O uso das muito boas aplicações do office da Microsoft, Word e Excel, deve ser proibido para a obtenção e circulação da informação "oficial" através de programas de email ou alternativos; não vai lá de outro modo. Uma decisão à francesa com os "emails-fora-de-horas". Quem não tem outra solução, ficaria sem a informação e concluiria que o fundamental da escola está longe desse universo.


 


Não é a primeira vez que uso alguns destes argumentos.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

será ingovernável (3)?

 


 


 


ME exige informação "impensada" que não é incluída nos programas das empresas de software escolar. Isso provoca a circulação infernal de ficheiros excel e word. Torna-se doentio. Proporciona também a roda livre escolar de quem "desconhece" que a obtenção de informação "pedagógica" tem exigências administrativas. É o tal mundo criativo da repetição de inutilidades. É uma espécie de "vamos brincar às escolas e à gestão". No mínimo, a governabilidade exigiria a inclusão de "toda" a informação nuclear nesse software como critério primeiro de licenciamento. A avaliação externa (Inspecção-Geral) "penalizaria" os excessos, e não o contrário, e o uso das muito boas aplicações do office da Microsoft.

terça-feira, 16 de junho de 2015

lançamento do ano lectivo por despachar

 


 


 


É surreal, mas o despacho do MEC (repare-se bem na argumentação dos "opositores") sobre a organização do próximo ano lectivo continua, a meio de Junho, por despachar. A FNE afirma que "tardiamente, o MEC convoca os sindicatos para apresentar um dos documentos basilares da qualidade da operacionalização do sistema educativo. A FNE pretende estabelecer, nesta sede, limites ao número de alunos com que cada professor trabalha, às reuniões para que os docentes são convocados, bem como para a entrega de planos, relatórios e outros documentos que considera inúteis."


 


Ainda ontem recebi um email, devidamente assinado, que dizia assim: "Numa ata de uma reunião de conselho de turma do ensino básico, estão anexados 20 relatórios!... Deduza-se quantas páginas terá a ata, em prol do ‘sucesso educativo’…".


 


Realmente, o nosso nível de gestão é surreal. Todas as escolas abrem em Setembro com horários e todos os exames se fazem, nesta altura, com vigilantes convocados. Este tipo de logística é um metabolismo basal. Espera-se que não estejam três aulas na mesma sala à mesma hora ou oito vigilantes na mesma sala de exame. Fazer tudo isto com critérios pedagógicos, com equidade, com níveis modernos de tratamento da informação e elevando a confiança na atmosfera organizacional e relacional já é um bocadinho de gestão. Mas dá ideia que os nossos "gestores" insistem na conjugação da ignorância com a arrogância e a bancarrota acaba por ser cíclica e uma questão de despacho. Vamos lá ver se este não provoca um qualquer tumulto.


 


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domingo, 28 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

não pode ser proibido proibir

 


 


 


 


Vou repetir o post que publiquei pela primeira vez em 18 de Julho de 2008 e que inscreve uma parte do que li aqui publicado hoje. Passaram seis anos e estamos num pico de inferno burocrático associado, naturalmente, a incompetências. Será que daqui a seis estaremos na mesma ou pior?


 



- "Devia de ser proibido legislar durante um ano em Portugal e, esse período, teria de ser dedicado a eliminar parte da legislação que existe".


 


Chegámos a casa por volta da uma da manhã. Na televisão corria um programa de prós e contras na RTP1: não sabíamos o tema mas ouvimos uma pessoa dizer a frase com que comecei o post. Que coisa mais acertada.


 


Em Portugal é assim e já o escrevi vezes sem conta: legisla-se de modo compulsivo.


 


Então no Ministério da Educação é mesmo uma coisa com décadas. Mas o mais grave neste Ministério, é que as pessoas que o fazem não tem o menor respeito pelo metabolismo das escolas.


 


Senão vejamos: se a legislação obriga a alterações significativas na organização escolar, o natural seria que fosse publicada no primeiro período lectivo, de modo a permitir que as escolas preparassem com tempo a sua aplicação. Mas não. Todos anos é a mesma coisa. Escolhe-se os meses de Julho, Agosto e muitas vezes Setembro, para divulgar novas "ideias" que obrigam as escolas a refazer, vezes sem conta, o seu trabalho de planeamento. É como já escrevi: os governantes nunca dirigiram uma escola, ou são incompetentes, ou não respeitam quem as dirige.


 


Nem era preciso parar durante um ano. Bastava dizer-se aos governantes da Educação que está reservado o período de Outubro a Dezembro para produzir nova legislação.


 


(Reedição. 1ª edição em 18 de Julho de 2008)


 


domingo, 19 de janeiro de 2014

a desconfiança para além da troika - arquivo de ideias simples

 


 


 


 


A impressa do Público dedica treze páginas ao inverno da ciência numa espécie de dossiê que se recomenda. São muitas as variáveis que os descomplexados competitivos que governam resolveram terraplenar. Mas há a uma, a confiança, que é estrutural e que vai para além da troika. O inferno da burocracia, agora em modo digital, já atravessava todos os graus de ensino, do pré-escolar ao superior, mas também desoxigena a investigação e a ciência.


 



 


 


 


Página 8 da edição impressa do Público.


 


 


A passagem do tratamento da informação do analógico para o digital não acrescentou, na esmagadora maioria dos casos, "inteligência" aos sistemas. Pode até tê-los burocratizado mais, principalmente quando o outsourcing ou as pessoas das tecnologias da informação e comunicação decidiram sobre a criação dos campos da gestão da informação. O clima de desconfiança cimentou o inferno neste domínio.


 


Podemos acrescentar inúmeros exemplos que tornam inteligíveis as soluções e que contrariam o discurso de que não há nada a fazer.


 


Consideremos dois exemplos que me parecem esclarecedores. Se numa instituição escolar há um programa informático de alunos que integra o campo que insere o masculino/feminino, deve ser impedido por lei que a organização solicite a um director de turma, ou a qualquer outro actor da organização, que "conte" os masculinos e os femininos da sua turma e que lance os dados num qualquer suporte digital ou analógico. É uma obrigação da organização, e do seu software, disponibilizar relatórios com sumários sobre a informação obtida. Do mesmo modo, uma organização escolar deve ter o direito de não lançar informação repetida nas das bases de dados dos serviços centrais do MEC. É impensável que os serviços centrais de um ministério "desconheçam" que têm diferentes departamentos (ou o mesmo departamento) a solicitarem a mesma informação.


 


 


 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

do inferno da medição

 


 


 


 


Mercado total, oportunidade de negócio, ultraliberalismo, individualismo, rankings, meritocracia, internacionalização e globalização da língua, e podíamos estar um bom tempo a debitar termos que infernizam as sociedades actuais e, é bom que se sublinhe, a que as crianças não escapam. Não podemos dizer que não fomos avisados e só temos que nos penalizar por termos considerado os avisadores como gente pouco competitiva.


 


Os resultados vão-se evidenciando, em Portugal também, e ainda há quem resuma, com um sorriso que não se aconselha, a tragédia aos esticanços de mais ou menos corda. O sistema escolar não escapa à voragem e encontrei na 2 do Público uma crónica muito interessante.


 


 


 


 



 



 

sábado, 3 de julho de 2010

inferno

 


 


 



Foi daqui


 


 


 



"Queda sem fim, seguido da Descida ao Maelstrôm, de Edgar Allan Poe" é o último livro de José Bragança de Miranda, professor de Teoria da Cultura, Cibercultura, Arte e Comunicação e Teoria Política. 

Acompanho-o, lendo os seus livros, desde meados da década de noventa. Comecei a interessar-me pelos seus escritos quando assisti a uma conferência sua sobre corporeidade. José Bragança de Miranda, tem duas excelentes obras iniciais: "Analítica da Actualidade" e "Política e Modernidade".


"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal"".


 


 


(Não é a primeira vez que faço


um post com esta citação).