terça-feira, 13 de julho de 2010

papillon

 


 


 



 


 


 


 


Andava por aqui à volta das minhas memórias quando tropecei com um livro que li apaixonadamente: o "Papillon" de Henri Charrière (1969). Deveria ter uns 12 anitos.


 


Vinha das empolgantes histórias de Emílio Salgari - que lia ao deitar numa bela cidade algures banhada pelo oceano Índico -, das misteriosas aventuras dos "cinco" e dos "sete" e de muita banda desenhada. Um amigo meu recomendou-me e a minha irmã tinha-o lá por casa: foi de enfiada e num fôlego. Naquela época havia imenso tempo e as férias grandes davam para pulos no crescimento. Que coisa tão fascinante: a experiência marcou-me e tenho-a repetido, com outros livros, pela vida fora.


 


O imaginário que o livro me impôs tocava na geografia em que vivia: uma cidade virada para o mar e uma ilha próxima, a Xefina, que servia de prisão para presos políticos. Passei horas a olhar para o mar e a contar a famosa sétima onda que daria para um dia partir, se necessário fosse. Não foi na sétima onda mas num avião comercial.


 


Mais tarde veio o filme que vi na sala do cinema S. Miguel, em Maputo; 1200 lugares, se bem me recordo. Uma sala fria e descomunal para uma pequena desilusão. Um livro daqueles nunca poderia dar um grande filme (pelo menos para quem leu o livro), apesar de ter as imagens mais marcantes, nomeadamente a da fuga na sétima onda.


 


E não é que encontrei essas imagens no youtube.


 


Ora clique neste vídeo de quatro minutos.


 


 


 






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