Estar fora da rede por algum tempo permite um distanciamento saudável. Regressar ao mundo das notícias na mesma altura em que se pisa solo português tem até alguma piada.
Quem chega a Lisboa no verão é quase sempre brindado com um sol anestésico, mesmo para quem se meta pela inédita Avenida do Brasil. Este acesso ao centro da capital tem uma terceira faixa de rodagem de cada lado que já quase rareia na europa: o passeio. Para além de tudo, só lhe acrescenta fealdade.
Eram vinte horas e a rádio abriu as notícias com o contrariado. O actual presidente da República promulgou, porque o obrigam, uma lei sobre direitos dos homossexuais. Ou seja, o senhor já não deve ter mais olhos para piscar. É como com o problema do citado estacionamento na avenida dos nossos irmãos: dos dois lados, em homenagem ao salve-se quem puder e como notificação para que quem chegue se aproprie de imediato da atmosfera organizativa; e sem um espaço por preencher.
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