O PSD, parceiro do governo nestas medidas e co-realizador da cortina de fumo dos últimos dias, tem o desplante de indicar Nogueira Leite para reagir aos acontecimentos das últimas horas. Na intervenção deste economista não houve uma palavra sobre os cortes salariais.
Em 21 de Janeiro de 2010, escrevi o neste post: "(...) Não sei o que pensa Pedro Passos Coelho sobre Educação, mas vi um dos seus apoiantes, António Nogueira Leite, defender, no dia em que o governo e os sindicatos de professores chegaram a acordo, que a massa salarial dos professores era um dos factores que mais contribuiu para o aumento de défice orçamental nos últimos três anos. Fiquei estupefacto com a conclusão deste antigo secretário de estado do PSD. E defendeu a sua conclusão em tom indignado e sem contraditório. Sabe-se que o famigerado défice passou de 2,8% para 8% num período em que os salários, e as progressões na carreira, dos professores estiveram congelados e em que massa salarial da função pública baixou de 3% para 2% do produto interno bruto. Dá ideia que Portugal é um país com pouca sorte. A sua história, a par da dos países católicos da Europa - os mais a sul -, é feita de atrasos sobre atrasos nas matérias da Educação; e para não haver desvios ao fatalismo, vai ficando claro que os últimos dirigentes do bloco central têm uma fixação negativa qualquer com a Escola e com os professores.(...)"
Gostava de saber o que é que dizem os apoiantes destes políticos a propósito destas declarações.
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