Orgulho-me de ser professor em Portugal. Faço parte de uma geração que participou na massificação do ensino. Exigiu esforço, mas foi por uma boa causa. Muito está por fazer, naturalmente. A Educação é um exercício sem fim.
É fundamental o dia em que se recebe os alunos e os seus encarregados de Educação (EDE). Hoje foi um dia desses. É o primeiro contacto com a escola. Um dia de festa e de bem receber. Todos os cuidados são colocados e o respeito por quem chega é a palavra de ordem.
Hoje, em Santo Onofre, aconteceu o contrário de tudo isso. Nunca tinha vivido uma coisa assim, muito menos naquela escola. Sou franco: senti vergonha e um embaraço inédito. Recebia, às 10h30, os alunos e os EDE da minha direcção de turma na sala 25. Estranhei o excessivo número de automóveis estacionados na zona envolvente. Quando entrei na escola encontrei uma funcionária de cabeça perdida e que me disse: um caos professor; estão cá os anos quase todos e as salas estão baralhadas. Verifiquei o número da sala e mantinha-se a 25.
Fui buscar o livro de ponto, eram 10h25, e dirigi-me à sala de aula. Estava ocupada por outra turma. O ambiente era de confusão generalizada. Protestos sobre protestos. Em cima da mesa da funcionária do bloco estava um papel com a programação que indicava a sala 25, mas com um 32 entre parêntesis. Disse aos EDE que tínhamos de ir para outro piso.
Foi-me valendo que quase todos me conheciam. Abri a porta da sala 32 e estava também ocupada com outra turma. A minha colega que orientava a reunião abanou a cabeça com um sentimento de saturação. Diriji-me à mesa da funcionária do bloco e em frente do rascunho 32 estava desta vez um premonitório 31. Vamos para lá. Porta fechada à chave. Para a abrir tive de voltar à sala de professores onde está um chaveiro. Pedi às pessoas para esperarem mais um pouco. A incredulidade estava instalada nos EDE. Alguns pediram desculpa, mas tiveram de se de ir embora para voltarem ao trabalho.
Fui buscar a chave e cruzei-me com situações semelhantes; uma comédia feita tragédia. Voltei à sala 31 para reunir com menos de metade dos EDE. Uma das pessoas estava particularmente em pânico: chegava de uma escola inglesa e a sua filha era a mais nova da turma. A aluna estava a chorar. Durante a reunião as interrupções foram constantes e valeu a boa disposição de uns quantos.
Fiz a reunião e prometi uma outra oportunamente. Trouxe comigo para os ajudar, e com a compreensão dos restantes, o EDE recém-chegado e a aluna. O percurso até à saída foi surreal: uma aluna mais velha veio dizer-me que a papelaria tinha mudada de sítio, mas que a placa indicativa não e que no novo espaço só havia mesas e cadeiras por arrumar e nenhuma informação. Estava indignada. Queria comprar as senhas de almoço para segunda-feira e não sabia como fazer. Apareceu-me depois uma outra com um horário para fotocopiar. Disse-me que na porta indicada pela placa da reprografia estava colado um papel manuscrito com "educação especial". Queixou-se que o site da escola não tinha os horários e que raramente funciona.
Já não sabia que dizer. Pedi-lhes que se fossem embora, que na segunda-feira os ajudaria. O corredor da entrada estava cheio de gente a protestar e de funcionários indignados. Ainda passei pela sala de professores e o desânimo estava patente.
A situação de Santo Onofre é insustentável e não é novidade, claro. Desde membros dos diversos órgãos do agrupamento (até da própria direcção), passando por professores, funcionários e encarregados de educação, a constatação é repetida até à exaustão e sem qualquer inibição.
Passei pelo mesmo. INACREDITÁVEL!!!!
ResponderEliminarOlá!
ResponderEliminarAconteceu-me o mesmo!
Alguns Enc. de Ed. acabaram por se ir embora indignadíssimos, porque passei mais de meia-hora à procura de uma sala. Disse-lhes que se fossem queixar à direcção, mas creio que não o fizeram! Tive de esperar que alguma reunião terminasse para fazer a minha que deveria ter começado às 11. Andei de um lado para o outro à procura de uma sala, à espera que alguém terminasse. Os funcionários não sabiam o quer fazer, andavam com um papel à procura e a rectificar as salas, uma dizia "Eu nunca vi uma coisa assim, professora." Eu encolhi os ombros e respondi que também nunca tinha visto e que se me contassem, não acreditaria. Por fim, encontrei uma sala, fui chamar os Enc. de Ed. e tive a notícia que mais uns tantos se tinham ido embora, porque "isto é uma falta de respeito pelas pessoas"...
Pedi desculpa, embora não tivesse culpa nenhuma e os pais disseram "a Direcção é que devia vir-nos pedir desculpa e à professora, isto é inadmissível! Que falta de respeito!"
Lá fiz a reunião, mas ainda me custa acreditar no que aconteceu...
Que saudades do teu tempo, Paulo!
Bj e um bom ano se for possível!
Inacreditável!!
ResponderEliminarImagino o que sentirão os professores desta escola...
Será que o ME e DRE se estão nas tintas para o caos que criaram???
Nem sei que diga. Apenas comungo da vossa indignação!
Um forte abraço para os resistentes de Sto. Onofre!
Sinto vergonha! Nunca pensei dizer isto, mas é o que sinto! Tenho vontade de chorar! O que me move são os alunos, nada mais!
ResponderEliminarQue ganda barbaridade. Na comunidade não se fala noutra coisa e disseram-me que o C.G.T. também envergonha quem lá vai. Não se compreende como esta gente não tem um pingo de vergonha e não se vai embora.
ResponderEliminarÉ o país que temos. Apressaram-se a demitir o conselho executivo e mantêm essa incompetência que já apresentou a demissão mais do que uma vez.
ResponderEliminarCarissimo amigo Paulo, digame que isto é mentira por favor! digame que essa escola que em outros tempos foi conciderada a 2º melhor do pais, que era um exemplo de organização e de funcionamento, não esta agora nessa situação surreal, é triste. muito triste ver assim acasa onde estudei, onde aprendi e me formei não só como aluno mas como pessoa, assim, um caos, não é justo , e ainda sentimento pior,é ver os profissionais dessa casa completamente perdidos, desamparados, sem saber o que fazer ou dizer, é triste ver pessoas que tanto respeito e admiro darem a cara e por esta situação, porem em causa a sua credibilidade e profissionalismo (que apenas para quem conhece bem são inabalaveis) Sintome profundamente triste, acho que se tivesse sido eu a entrar por aquela porta e visse todo esse senário me tinha escorrido uma lágrima, é muito doloroso ver aquela que foi durante 15 anos a minha "casa" e que ainda hoje a sinto um pouco como porto de abrigo, assim, doi muito mesmo
ResponderEliminarSou professora, graças a Deus que não sou Directora de Turma este ano... Sou Encarregada de Educação, graças a Deus que não fui à reunião este ano... Segunda-feira, começo a dar aulas de manhã, só espero ter força para aguentar mais um ano...
ResponderEliminarMas afinal a que se deve essa confusão? Má orientação da direcção ou da equipa responsável pela organização da recepção aos alunos?
ResponderEliminarAos dois aspectos que são tarefas da direcção que não dirige nada. Estão ali para tempo de serviço ou para colocação. Aquela direcção não funciona. Quem os meteu lá não vê?
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ResponderEliminarTanta incompetência....
E a violência nos horários do 1º ciclo?!?!E o projecto no 1º ciclo na EBI de Santo Onofre que tinha 15 anos?!? A filosofia foi: se o resto do agrupamento não tem o projecto então a sede também não pode ter......é isto que se chama PENSAR EM AGRUPAMENTO...........e lá vamos nós nivelar por baixo.........
Minha senhora...quem manda é o Director... tudo passa pelo DIRECTOR... então minha senhora será que preciso de responder à sua pergunta?
ResponderEliminarPara informação não houve uma equipa responsável pela recepção aos alunos e aos EDE.
ResponderEliminarNão consigo entender: com protestos feitos, com reuniões onde se debateu esta situação das AECs em horário lectivo, como vindo prejudicar o aproveitamento escolar (há, 2.º sei, até um documento escrito pelos docentes onde apresentaram argumentos válidos para que assim não continuasse), porquê aplicar o mesmo método noutros estabelecimentos?
ResponderEliminarTal como tu, e muitos outros, senti vergonha... muita vergonha! Até quando este desnorte?...
ResponderEliminarBeijos
Sandra
ResponderEliminarCaro anónimo,
Vê-se que não sabe do que fala. O projecto do 1º Ciclo em Sto Onofre não tem nada a ver com AECs. Muito pelo contrário. Este projecto funciona COM SUCESSO RECONHECIDO nesta escola há 15 ANOS!
Os mentores deste pesadelo estão à espera de quê? Que aconteça uma desgraça? INACREDITÁVEL!!!!
ResponderEliminarTem toda a razão. O meu comentário não foi suficientemente claro, mas a questão é a seguinte: o projecto, ao que parece, causava dor de cotovelo a quem não o tinha e como acabar com o projecto, só por si não era suficiente...
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ResponderEliminarPara ser ainda mais concreto: este caos é da inteira responsabilidade da "equipa de gestão", se é que se pode dar esse nome a um grupo de pessoas que se juntou com objectivos pessoais obscuros (ou nem tanto), os quais se encontram nos antípodas do bom funcionamento e sucesso desta comunidade educativa.
E nem sequer é de espantar. Quem conhece a situação, sabe que esta é uma equipa que "conseguiu gerir" durante um ano lectivo inteiro sem ter procedido à elaboração do Regulamento Interno do Agrupamento, sem plano Anual de Actividades, sem Projecto Educativo (mantém-se até hoje em vigor o do Conselho Executivo eleito e posteriormente destituído, para dar lugar a estas "competências" inenarráveis).
Que mais se podia esperar?
E onde se encontram agora os senhores dirigentes da Associação de Pais - e tantos outros membros do CGT - que tanto e de "tantas formas" diligenciaram para que esta equipa gerisse o agrupamento??
Estão tão caladinhos...! Será para ver se passam despercebidos?
Esses, os do CGT, andam corados de vergonha. Não votaram nesta dor de cabeça para o vosso Agrupamento? A lei diz que o podem pôr na rua. Se o indivíduo tivesse ainda o mínimo de decência demitia-se...
ResponderEliminarpauuuuulo! só posso dizer que triste é a mediocridade sustentada!!! um abraço de solidariedade
ResponderEliminarMas que importância tem isso?!
ResponderEliminarNão passaram a ter a uma "liderança forte" para vos cortar os ímpetos de terem uma escola acima da média, uma escola que destoava das estatísticas?
O Agrupamento não passou a ter uma "cara" para responder perante a sociedade pelos problemas que as escolas e os seus professores criam?
Não está o CGT ao mesmo nível de competência do país?
Que mania a de te queixares Paulo! ;)
Que saudades tenho de ser uma mais valia pertencer a Sto. Onofre. Era uma excelente apresentação.
ResponderEliminarE actualmente?
Não se compreendem erros deste género.
ResponderEliminarEsta era já uma actividade anual que decorria bem, sempre segundo um guião bem definido.
Que aborrecimento!
Não se compreendem erros deste género?
ResponderEliminarOnde tem andado o Sr prof . Redes!
Que aborrecimento?
Pior que isso, o caos está instalado é o salve-se quem puder!
valha-me Sto . Onofre...
Meu Caro Amigo
ResponderEliminarDesculpa-me aquilo que vou dizer... mas acho que essas situações são o melhor que pode estar a acontecer... para grandes males... grandes remédios... talvez assim as pessoas acordem... Encarregados de Educação... alguns membros da comunidade escolar que ainda lhes davam o benefício da dúvida... incluindo alguns colegas nossos... para já não falar da Associação de Pais/Encarregados de Educação.
Lamento-o por aqueles que sempre lutaram por um Ensino de qualidade... por uma Escola Respeitável e Credível, que sempre fizeram da profissão de Professor muito mais do que uma mera profissão... uma verdadeira Vocação... uma autentica missão... para quem ser Professor... sempre foi um modo de estar na vida... que sempre o foram... dentro e fora da escola... tendo a noção exacta do valor que ser Professor deve representar para a sociedade.
Claro que estes... são hoje os mais angustiados com tudo o que passa não só na escola mas também fora dela, foram e são os que mais sentem toda a ignomínia, hipocrisia e verdadeiros "assassinatos" que... essencialmente os dois últimos governos têm cometido para para com a Educação em geral... as Escola Pública em particular... para com os Professores... nem falo...
Os Professores que conheci em Santo Onofre eram na sua maioria deste tipo de Professores... os que tiveram possibilidades... saíram . outros... como tu meu Caro... têm que ir "aguentando" todas essas situações... que se fossem só ridículas... era o menos... mas elas são de facto vergonhosas...
Uma das primeiras coisas que faço todos dias é vir ao correntes inteirar-me do que se vai passando aí em Santo Onofre... confesso que houve uma altura em que deixei de o fazer... angustiava-me... irritava-me... principalmente verificar como há seres humanos que são capazes de se venderem e de "entregarem" colegas por uma m.... de um "naco" de poder... julgam eles... "coitados"... mas como hoje já não me angustiam nem me irritam... apenas me metem "dó"... voltei a fazê-lo.
Apesar dos milhares de quilómetros que nos separam continuo a "sofrer" pela ultrajante situação aí se vive... a minha solidariedade para convosco é um estado de espírito.
Por isso repito... penso que as situações verificadas possam ser um mal que vem por bem... poderão contribuir para acordar os adormecidos... embora também pense... se serão suficientes... basta olhar para o País... que continua a aguentar TUDO... com a mansidão ovina de rebanho que diariamente sai e entra no redil de olhos no chão, como se a única coisa importante seja ver o espaço onde coloca os pés.
Um Abração para todos vós.
Agostinho
O que custa é que, queiramos ou não, no meio desta confusão, temos que encontrar dentro de nós a energia positiva para ter um sorriso para os alunos, uma palavra de apoio aos encarregados de educação.
ResponderEliminarPara nós estão a ser anos dolorosos, de indignação e revolta. Mas até podem ser "só uns anitos"... Para cada menino que passa por esta triste experiência, uns "anitos" podem ser uma eternidade que lhes condena definitivamente o percurso escolar.
Sabemos que os que resistem, em Santo Onofre, sempre o fizeram, antes de mais e sobretudo, pelos alunos, nossa razão de estar na escola. Em nome deles, toda esta confusão e desnorte é de-fi-ni-ti-va-men-te in-des-cul-pá-vel!
Quiseram mudar, pensando que faziam diferença? Transferiram serviços, alteraram modos de funcionar, reformularam horários...
Alguém já reparou que os nossos jovens vão passar a estar seis blocos consecutivos na escola, de manhã, com dois míseros intervalos, o primeiro (vá lá...) de vinte e o segundo de apenas cinco minutos??? Miúdos de 10 anos com manhãs pesadas como operários fabris, ou pior?
Alguém ja percebeu por que é que os intervalos do 1º ciclo ficaram desfasados, deixando os meninos na sala enquanto cá fora vêem os outros brincar e saindo depois, como se os mais velhos, com quem sempre interagiram de modo salutar, os pudessem "contaminar"? Nâo permitindo que os irmãos se encontrem?
De escola Básica Integrada, passamos a Escola Desintegrada - separem-se os protagonistas! Que nem se cruzem!
Claro que os pais se podem indignar e protestar. Claro que podemos fazer jogos de cintura para remendar pequenos males. Mas, como diz o ditado, "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita". 2010/2011, na EBI de Santo Onofre, vai ser difícil!
...e lá estarei, na segunda, às 8.25 da manhã, a dar o meu melhor a quem mais merece: os alunos.
Viva a todos.
ResponderEliminarExcelentes comentários.
Estou muito indignado e apreensivo. Não há quem demita essa cambada de oportunistas? Faço minhas as palavras doutro comentário. Aguardam que surja uma desgraça?
ResponderEliminarQuis protestar na direcção mas desisti. Eram dezenas os que esperavam. Saí da escola muito apreensivo.
Como ex-aluno e tio de uma aluna que vai este ano para a EBI, fiquei revoltado com o que me disse o meu irmão e cunhada. Disse-lhes tantos elogios e...
ResponderEliminarVi o Prof. Paulo na SIC e vim ao correntes. Parabéns. Esteve excelente. Belos tempos da EBI professor.
Melhores cumprimentos.
ResponderEliminarCaro encarregado de educação,
Compreendo, obviamente, a sua indignação. Como professor em Sto Onofre, só posso apresentar-lhe as minhas desculpas envergonhadas.
Atrevo-me também a sugerir-lhe que, já que não conseguiu sequer ser ouvido na direcção, aborde o Sr. Presidente da Associação de Pais, que TUDO fez para eleger esta equipa. Talvez ele consiga responder às suas questões.
Obrigado pelas informações. Tudo fez para eleger estas pessoas? Como é que isso acontece? Não sabia que os pais é que escolhem a Direcção. Sabe dizer-me, por favor, o nome do Presidente da Associação?
ResponderEliminarrealmente...é uma pena o estado a que chegam as coisas..como se passa de cavalo para burro..
ResponderEliminarCaro Paulo,
ResponderEliminarEsta é a primeira vez que respondo ao teu blogue porque sempre considerei que o Agrupamento de Sto Onofre – uma estrutura muito diferente da EBI – merece e necessita de estabilidade e devemos respeitar os profissionais do Agrupamento: Docentes e não docentes.
No Conselho Executivo da APEASO temos pautado a nossa intervenção sempre com descrição e em defesa da estabilidade e legalidade, mesmo que para tal tenhamos por vezes de travar batalhas muito duras. Fizemo-lo sempre a pensar nos nossos educandos.
Fiz questão de estar presente em diversos estabelecimentos do Agrupamento ontem, primeiro dia de aulas.
Como sabes, quanto mais não seja por seres Director de Turma, temos em curso um conjunto de projectos que, sendo competência do Poder Central e de outras entidades, nós assumimos a sua execução para melhor funcionamento do Agrupamento e ajudar os nossos colegas Encarregados de Educação. Como sempre, em primeiro os nossos filhos.
Como também sabes, os meus pares na APEASO são pessoas sensatas e que estão nesta missão exclusivamente pelo dever cívico. Defendemos sempre o cumprimento da Lei e o diálogo.
O que vi na EBI na 6ª feira, e vi mesmo, é algo INADMISSIVEL.
Mas vi mais. Há Pais cujos filhos tem horários bastante nocivos, e estou solidário com eles. Também tudo farei para que os meus filhos não sejam lesados.
A nossa reacção, porque já falei, com alguns dos meus pares, irá acontecer durante a próxima semana.
Julgo que saberemos estar à altura das nossas responsabilidades. Mas reagiremos com correcção e descrição como é nosso timbre.
Apesar de divergirmos em muitos aspectos, neste tens toda a razão, e não posso estar mais de acordo contigo.
Por fim, e como este blogue é lido por alguns EE apelo a todos que se associem na APEASO, pois quantos mais formos mais força teremos.
Um Abraço
Rui Nunes
Provavelmente, o tal "director", entrará de férias na próxima semana, ou ficará doente, ou...já não estranhamos... A incompetência é bem visível , só não vê quem realmente não tem nada dentro da cabeça... Na próxima segunda-feira, começam as aulas, não vai ser fácill...
ResponderEliminarViva caro Rui Nunes.
ResponderEliminarObrigado por comentares. Tenho estado fora da rede e só agora consegui ler os comentários deste post. A situação está como se previa: insustentável.
Lamento todas estas ocorrências.
Sabes bem que não tenho qualquer problema com a divergência. É antigo e certeiro: da discussão nasce a luz.
Bem sabemos que um agrupamento tem envolvimentos diferentes de uma escola autónoma. Estamos de acordo com isso e também discordarmos do modo como se tem agrupado escolas. Mas nada disso impede que o profissionalismo se sobreponha.
Também discordava de muitos aspectos do dec-lei 115 A 1998 (autonomia e gestão das escolas) e dirigi a EBI com essa legislação e com a máxima dedicação. A causa pública exige-nos isso.
Espero que quem está de boa fé na defesa intransigente da causa pública proceda com a responsabilidade que a sua consciência determine.
Abraço para ti tb.
ahahahhahhahahahahahahah
ResponderEliminarSempre quero ver o que é que estes senhores da Associação fazem. A última vez que fui a uma reunião, defenderam com unhas e dentes a actual direcção, embora nessa altura já se relatassem acontecimentos semelhantes a estes. Houve uma outra reunião, talvez na EXPO, em que estes senhores disseram que o agrupamento nunca tinha aberto o ano com tanta organização. Era nítida a sua parcialidade.
ResponderEliminarParabéns Prof. Paulo. Por tudo o que tem feito e pela sua verticalidade.
Acompanho com atenção os danos que a DRELVT provocou nessa escola. A minha mulher, professora noutra escola, marcou presença na manifestação em frente à EBI. Só uma palavra chega para descrever o que se passa, DESCALABRO.
ResponderEliminarNão se percebe como é que ainda não foram todos demitidos.
Os professores da EBI de Stº Onofre têm o reconhecimento das pessoas informadas da comunidade caldense.
Bem hajam.
Vergonha Paulo? Devemos sentir-nos indignados, isso sim. VERGONHA devem sentir aqueles que, no palco ou nos bastidores, contribuiram para esta situação caótica. Até quando???????
ResponderEliminarViva Célia.
ResponderEliminarTambém, claro
Ri-se de quê?
ResponderEliminarESPANTOSO!!! QUE GANDA LATA TEM ESSA MINHOCA!!!
ResponderEliminarEstá na de ir
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ResponderEliminarRi-se da forma escandalosamente descarada como o Sr. Rui Nunes, Presidente da Associação de Pais, tenta sacudir a água do seu capote, como se o descalabro que tem vindo a acontecer não tivesse a sua benção...
Qualquer membro honesto e vertical desta comunidade educativa estará a gargalhar perante esta intervenção, tal como o Rui.
Caro Rui Nunes,
ResponderEliminarOs horários são um dos elementos que mais relevo têm na vida dos educandos e das suas famílias.
O panorama tem sido basicamente o seguinte: os alunos que são considerados como os mais fracos da escola têm tido, na sua maioria, o horário da parte da tarde e os melhores, da parte da manhã.
Os estudos indicam que o maior rendimento na aprendizagem ocorre de manhã e o mais fraco à tarde. Disciplinas que exigem maior concentração e abastracção deviam ser prioritariamente da parte da manhã, senão para todos, pelo menos para os que têm maior dificuldade em concentrar-se e em abstrair.
Penso que uma pessoa responsável pela comunidade educativa ao analisar os horários deve ter em consideração o panorama global.
Se porventura temos mesmo que pôr os alunos mais frágeis à tarde - uma solução socialmente injusta -, pelo menos que os dois dias que têm de manhã sejam de disciplinas de estudo como Língua Portuguesa, Matemática e Ciências e não de Estudo Acompanhado, Área de Projecto, Formação Cívica e Expressões.
Esclarecido!!! Estava a ver que era o Sr. Rui Nunes a rir-se...
ResponderEliminarSr Redes.
ResponderEliminarAnda distraído. Esse assunto não está em cima da mesa e não existem provas do que afirma. Suposições.
É o mesmo que dar ouvidos a quem diz que os professores das disciplinas "de maior concentração" não gostam de ir à escola na parte da tarde.
Faz lembrar o salve-se quem puder.
"O panorama tem sido basicamente o seguinte: os alunos que são considerados como os mais fracos da escola têm tido, na sua maioria, o horário da parte da tarde e os melhores, da parte da manhã." - Isto não só não é verdadeiro como é um disparate absoluto. Nunca a escola organizou turmas baseando-se neste critério. Em todo o caso, a solução apresentada roça os limites do absurdo. Basta pensar que se baseia nesta premissa aqui tolerada e intolerável: "Se porventura temos mesmo que pôr os alunos mais frágeis à tarde... "
ResponderEliminarE desta vez? Rui Nunes ou outro Rui?
ResponderEliminarNunca vi uma descrição com tão pouca discrição! É uma questão de parónimas!
ResponderEliminarO Sr. director ou está de férias ou está doente ou acabou de sair ou, ainda, está a tomar o seu cafezinho, pois também tem direito a isso!...
ResponderEliminarAcho que é mesmo esse o caso. Sei do que falo. Basta ver o histórico de classificações das turmas da parte da manhã e compará-las com as das turmas da parte da tarde.
ResponderEliminarEstou convencido que é um item pedagógico muito importante na questão dos horários.
"A solução apresentada roça os limites do absurdo". Muito bem! Se tu o dizes, deve ser verdade.
Viva Luís.
ResponderEliminarSabes o que tenho defendido a escola de um turno. Só que mexer nestas variáveis dos horários requer muito estudo pois envolve uma série de componentes críticas: ocupação de salas, trânsito na zona envolvente, filas de espera, ambiente escolar nos corredores, ausência de campainhas, recreios, taxa de ocupação das instalações, organização das famílias com vários filhos na escola e em ciclos diferentes e por aí fora.
Não me refiro às vantagens ou desvantagens dos horários para os professores.
ResponderEliminarQuando se fala de horários, temos que ver os problemas pedagógicos que implicam, assim como quando se formam turmas.
Sei que a margem de manobra das pessoas que os fazem não é muito grande. O que interessa é que princípios e prioridades aplicaram.
Fala-se de horários, eu coloco os problemas que tenho encontrado. Qualquer equipa de gestão, esta ou outra, tem que dar atenção a estes aspectos de que eu sempre tenho falado.
Acho que a proposta que apresentei é racional. Senhores encarregados de educação com especial responsabilidade na comunidade, se querem intervir na gestão nos horários, por favor, não olhem só para os inconvenientes para a vida dos seus educandos. Vejam a manta toda!
Estes problemas continuarão com esta ou com qualquer outra equipa de gestão.
Muito bem! Quando tivermos só um turno, o problema deixa de se colocar. Infelizmente, ainda não chegámos lá.
ResponderEliminarViva.
ResponderEliminarIsso. Não podemos é querer concretizar uma impossibilidade e dar cabo do resto e não conseguir a impossibilidade
Ficamos pior, é isso que têm estado a dizer parece-me
Em síntese: estoiraram com o que de bom havia e conseguiram instalar a confusão. Pior deve ser difícil de fazer. Pior mesmo que a incompetência é reincidência na incompetência.
ResponderEliminarAbraço, Paulo
Viva João Paulo.
ResponderEliminarDizer que nunca vi nada assim, é pouco. Nunca pensei que fosse possível, é mais acertado.
Abraço para ti tb.