O ambiente declarativo à volta do orçamento de estado é indecoroso. É um jogo com os intervenientes em bicos-de-pés e em que a melhor rasteira dá nota vinte. O lumpen aplaude e classifica-o de boa política. Apesar da depressão das contas públicas, há uma voltagem excessiva e descarada para o acesso directo ao pecúlio financeiro que resta. São duas entidades na penúria: a que eleva a economia e a que garante a democracia.
O primeiro-ministro grego foi, em 27 de Janeiro de 2010, dizer ao parlamento europeu: "(...) os grandes poderes financeiros do meu pais não hesitam em "comprar" os políticos e os juízes da nação (...)". Lá tiveram de se escudar no FMI porque a vilanagem os prendia de pés e mãos. Será esse o destino português?
Acho que sim.
ResponderEliminarPenso o mesmo.
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