No espaço de ano e meio o governo e os sindicatos de professores romperam dois acordos. O primeiro, em 2008, chamou-se entendimento e incluía, pasme-se ou não, a aplicação do monstro da avaliação dos professores na sua primeira versão. A sua inexequibilidade e a revolta de quem estava na escola acelerou o rompimento.
No início de 2010 a história repetiu-se com uma nova ministra. Fez-se um acordo financeiro. Desde logo se constatou que estava destinado ao fracasso. Os dados da crise financeira só não convenciam quem se sentava na mesa de negociação.
O que mais impressiona é a ausência de discussão em matérias fundamentais e que não são "financeiras". Da gestão escolar ao conteúdo da avaliação, passando pelo estatuto da carreira docente, nada parece preocupar verdadeiramente os sindicatos. Esta é uma boa altura para negociar essas matérias.
Óptimo como sempre.
ResponderEliminarO decreto é 115 e não 155. Ou é já com o aumento do Iva?
Obrigado Isabel.
ResponderEliminarCorrigido no outro post
Iva a 40%? Já faltou mais
Pois, não era aqui. Como eu estou! isto já deveria ser motivo para aposentação.
ResponderEliminarMas tu percebeste, que é o que interessa.
Isabel.
ResponderEliminarDeixa lá quem fica com os cabelos em pé
Viva Paulo,
ResponderEliminarAo ler o teu post parece-me que consideras que matérias como gestão escolar, avaliação de desempenho ou estatuto são independentes das matérias financeiras.
Se é essa a tua visão, lamento ter que discordar e insistir na ideia de que a separação entre matérias de carácter técnico-pedagógico e matérias de carácter político-financeiro não passa de "conversa para boi dormir", como dizem os nossos patrícios brasileiros.
As opções tomadas pelos governos de Sócrates, com o aplauso contido do PSD e do PP, são fruto de uma visão política que privilegia as opções do capital em relação às do trabalho.
Escamotear essa realidade só nos leva a aprofundar a "crise".
Abraço,
F.
Viva Francisco.
ResponderEliminarPor isso o financeiro entre aspas. Bem sei o risco que é escrever o que escrevi e sei que a tua leitura é óbvia.
Todavia, estava referir-me às dimensões da avaliação, à imensurabilidade da maioria dos indicadores, ao fim da infernal burocracia, ao conteúdo do modelo de gestão (caderno eleitoral do director, eleição dos cargos intermédios) à relação dos horário dos professores com a massificação da desmiolada escola a tempo inteiro e por aí fora.
Mas para isso era preciso saber mesmo de escola, e desculpa falar assim.
Abraço.
Viva Francisco.
ResponderEliminarTudo muito a correr; só para complementar o anterior.
Era preciso que soubessem mesmo de escola na mesa de negociação