terça-feira, 26 de outubro de 2010

mais uma vez

 


 


 


No espaço de ano e meio o governo e os sindicatos de professores romperam dois acordos. O primeiro, em 2008, chamou-se entendimento e incluía, pasme-se ou não, a aplicação do monstro da avaliação dos professores na sua primeira versão. A sua inexequibilidade e a revolta de quem estava na escola acelerou o rompimento.


 


No início de 2010 a história repetiu-se com uma nova ministra. Fez-se um acordo financeiro. Desde logo se constatou que estava destinado ao fracasso. Os dados da crise financeira só não convenciam quem se sentava na mesa de negociação.


 


O que mais impressiona é a ausência de discussão em matérias fundamentais e que não são "financeiras". Da gestão escolar ao conteúdo da avaliação, passando pelo estatuto da carreira docente, nada parece preocupar verdadeiramente os sindicatos. Esta é uma boa altura para negociar essas matérias.

7 comentários:

  1. Óptimo como sempre.
    O decreto é 115 e não 155. Ou é já com o aumento do Iva?

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  2. Obrigado Isabel.

    Corrigido no outro post

    Iva a 40%? Já faltou mais

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  3. Pois, não era aqui. Como eu estou! isto já deveria ser motivo para aposentação.
    Mas tu percebeste, que é o que interessa.

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  4. Isabel.

    Deixa lá quem fica com os cabelos em pé

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  5. Viva Paulo,
    Ao ler o teu post parece-me que consideras que matérias como gestão escolar, avaliação de desempenho ou estatuto são independentes das matérias financeiras.
    Se é essa a tua visão, lamento ter que discordar e insistir na ideia de que a separação entre matérias de carácter técnico-pedagógico e matérias de carácter político-financeiro não passa de "conversa para boi dormir", como dizem os nossos patrícios brasileiros.
    As opções tomadas pelos governos de Sócrates, com o aplauso contido do PSD e do PP, são fruto de uma visão política que privilegia as opções do capital em relação às do trabalho.
    Escamotear essa realidade só nos leva a aprofundar a "crise".
    Abraço,
    F.

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  6. Viva Francisco.

    Por isso o financeiro entre aspas. Bem sei o risco que é escrever o que escrevi e sei que a tua leitura é óbvia.

    Todavia, estava referir-me às dimensões da avaliação, à imensurabilidade da maioria dos indicadores, ao fim da infernal burocracia, ao conteúdo do modelo de gestão (caderno eleitoral do director, eleição dos cargos intermédios) à relação dos horário dos professores com a massificação da desmiolada escola a tempo inteiro e por aí fora.

    Mas para isso era preciso saber mesmo de escola, e desculpa falar assim.

    Abraço.

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  7. Paulo G. Trilho Prudencio27 de outubro de 2010 às 23:58

    Viva Francisco.

    Tudo muito a correr; só para complementar o anterior.

    Era preciso que soubessem mesmo de escola na mesa de negociação

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