Estava a conversar com duas colegas contratadas e registei a revolta contida que lhes ia na alma. Tomaram consciência que este pode ser o seu último ano de trabalho como professoras. Uma, mais jovem, pensa em emigrar com as lágrimas a encobrirem o olhar. A outra, com filhos pequenos, está a proibir-se de pensar no futuro e racionaliza um discurso ainda mais indignado.
O que começa a sufocar a compreensão é a intocável máquina dos partidos políticos. Da Assembleia da República às autarquias, passando pelas benesses ilimitadas na traquitana do estado e nas suas empresas, nada parece comover uma classe instalada que tenta sobreviver à hecatombe como se nada fosse com ela. É um clima inédito na história dos últimos quarenta anos e não augura nada de bom.
Obrigada!!!!
ResponderEliminarVou ficando sem palavras. Aonde é que vamos parar?
ResponderEliminarO jornalista Carlos Pinto Coelho morreu, esta quarta-feira, aos 66 anos, vítima de ataque cardíaco, adiantou fonte da RTP.
ResponderEliminarDe nada cara colega contratada
ResponderEliminarNem sei Susana
Saudades do Carlos Pinto Coelho; não sabia;
Paulo,
ResponderEliminardesculpa não poder partilhar contigo esse discurso de generalização contra «a intocável máquina dos partidos políticos».
Tu sabes, tal como eu sei, que há partidos e partidos. E que as responsabilidades sobre o desgoverno do país e as opções de destruição do tecido económico têm responsáveis.
O "arco do poder" já leva 35 anos de governação... quase tantos como levou o tio António de Santa Comba. E continua a atirar as culpas para cima de quem não tem, nem teve responsabilidades governativas durante esse período.
O PS, mais o PSD e o CDS governam o país há mais do dobro do tempo que durou a 1ª República, enganam o povo e repartem entre si as prebendas de forma tão ou mais acintosa do que faziam os republicanos de antanho e tentam fazer passar a ideia de que a democracia se esgota nas fronteiras desses três partidos.
Infelizmente, este teu post segue a mesma linha argumentativa e por isso sou obrigado a sublinhar a minha discordância.
Abraço,
F.
Viva Francisco.
ResponderEliminarSabes que é essa a minha opinião. Sei distinguir, e tenho-o feito, os níveis de responsabilidade do arco-do-poder e dos restantes.
Há quem diga que ao nível autárquico a coisa não é tanto assim. Mas sei pouco sobre esses meandros ao nível nacional.
Nos sindicatos não gosto do que sabes: ausência de limitação de mandatos e utilização muito discutível do financiamento das quotas; e mais coisas que imaginas, com a promiscuidade na mesa de negociação ou na passagem de sindicalistas para os governos que ontem, literal, contestavam fervorosamente.
Mas fazes bem em sublinhar isso. Não podemos escrever tudo em cada post senão os textos ficam ilegíveis.
Abraço e força aí.