A minha idiosincrasia é tão miscigenada que até a mim me baralha. Deixemos isso de lado.
Quando critíco a sociedade portuguesa, não me excluo de todo. Há uma evidência: a organização não é um valor precioso no espaço da portugalidade. É difícil criarmos modelos que funcionem, principalmente na traquitana do estado, no bem comum e em grande parte do restante. Quando a extravagância se impõe, adormecemos a seguir. Uma espécie de merecidas férias.
Somos dados aos mitos, essas alavancas da inteligência e da cultura que explicam e aprofundam a realidade. Mas exageramos. Temos os nossos e o sebastianismo é um deles.
Por isso, e se pensarmos que somos danadinhos por férias, criamos vazios que são preenchidos pelos piores de nós. Como somos pouco vocacionados para a causa comum, recorremos ao sebastianismo e empurramos para a alteridade. Nisso, poucos nos devem bater.
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