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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

as escolas abrem todas em Setembro

 


 


 


As escolas abrem sempre em Setembro (o actual ministro da educação declarou que, há uns poucos anos, abriram em Outubro ou Novembro; é um equívoco estranho, uma vez que aberturas em Outubro datam da década de setenta do século passado e Novembro nem deve constar dos registos). Mas mesmo que muitas decisões de planeamento, que deveriam conhecer-se em Janeiro, só sejam publicadas em Julho ou Agosto, o ano lectivo começa sempre dentro das salas de aula. Em que condições é o que nunca se chega a apurar. No ano seguinte, volta-se quase à estaca zero como se nada tivesse acontecido. Escolas em regime de instalação, mesmo que com 50 anos de história, é assunto trivial. É evidente que a gestão das escolas obedece há muito a critérios de antecipação, para que as surpresas não alterem a periodicidade anual do mito de Sísifo para semestral ou trimestral.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

os professores e o cepticismo

 


 


 


 


O cepticismo, para quem já tem uma vida com alguma longevidade, é um sentimento egoísta em relação aos mais jovens? Percebe-se a resposta positiva, mas é refutável. Ouvi Pacheco Pereira dizer mais ou menos assim sobre o cepticismo relacionado com o estado da europa e do mundo: "Os alicerces da Europa foram minados pela corrupção. De cima para baixo e de baixo para cima. Basta olharmos à nossa volta." Há, portanto, fundamentos para o cepticismo. E se aplicarmos a interrogação inicial ao estado vigente na educação e se a longevidade dos professores é um dos factos que mais se evidencia, o cepticismo não pode ser um modo egoísta em relação aos jovens para que a esperança não ocupe o lugar dos mitos. Mas isso resolve-se, ou atenua-se, com factos e o cepticismo será um modo construtivo.


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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

do regresso da norma-travão?

 


 


 


 


Se o Governo quer elevar a escola pública, tem que se divorciar de vez do legado "totalitário" (escola "educadora a tempo inteiro", por exemplo) comprovadamente nefasto de Lurdes Rodrigues; por mais sedutoras, bem-pensantes e poupadas que pareçam as ideias e os mitos.


 


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

os mitos urbanos entram na campanha

 


 


 


 


Ao "negar ter chamado cata-vento a Marcelo", Passos descredibiliza ainda mais a candidatura do ex-comentador porque se associa ao extenso grupo que introduziu o inevitável cata-vento na campanha. É mais um mito urbano. Claro que a acusação de mentiroso é já habitual para Passos mas a de cata-vento parece ser fatal para Marcelo.


 


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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

o mito de narciso






 



(quadro de caravaggio

- o mito de narciso -)







A história de Narciso deve servir de metáfora para a nossa vida.

Se não somos capazer de olhar-nos com imparcialidade, afogamo-nos na vaidade: a ilusão do "eu" isolado: eu sou, eu fui, eu faço, eu fiz, eu posso.

Melhorar o carácter e a personalidade, através do difícil exercício de auto-conhecimento, não deve ser uma soma de saberes para a glorificação de um indivíduo como o "senhor da razão", mas uma acção que estimule, simultaneamente, o saber pessoal e o despertar da comunidade para o interesse e para o desejo no exercício da partilha.

Cada um de nós actualiza Narciso.



"Narciso morre de sede
ao beber a sua imagem".






(1ª edição em 15 de Junho de 2007)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

mas qual mito?

 


 


 


Passos Coelho disse hoje que estava a desfazer o mito de que os juros da dívida (a fatia maior foi feita pela banca e por privados "encostados" às empresas públicas) não descem porque o Governo não quer. Mas que mito é esse? Nunca ouvi tal coisa. Os juros são obras dos credores (os de dentro, os de fora e os intermediários), Passos Coelho estava de acordo e até para além da troika.


 


Vi há pouco as imagens do discurso. Uma coisa tão melancólica que estava a ver que os sindicalistas da UGT desatavam a chorar. As palmas foram fracas porque os presentes já se estão a passar para os do lado. Passos Coelho apareceu arrumadinho, aprumadinho, penteadinho e com aquele jeito inocente e monocórdico de quem está em mais uma homilia. E lá veio a desconstrução do mito que só existiu na sua imaginação. Este género de personagens é um flagelo, sem dúvida.


 


Os dois órgãos de comunicação social de referência que linquei intitulam a coisa de um modo que se desculpa por ser feriado.


 


 



 


 


 


 



 


 


 

domingo, 13 de março de 2011

thor

 


 


 



 


 


Já tinha sido assim com as célebres manifestações de professores; o movimento geração à rasca teve, desde logo, o efeito de assustar uma espécie de martelo de Thor da mitologia norueguesa que inquietava (ou desinquietava) as pessoas através da sua capacidade de manipular os trovões.


 


Desta vez, os martelos são os que se movimentam assiduamente nos meios de comunicação social e que opinam sobre tudo o que lhes aparece à frente. O desnorte vai desde os políticos profissionais aos comentadores encartados, que se apressam a explicar, a engavetar ou a desvalorizar a manifestação de ontem. Os que questionam - mas era só para isto? - era bom que se limitassem a enaltecer a lição de democracia e de cidadania.


 


Estavam à espera que a geração à rasca tomasse de assalto os órgãos de soberania e os principais meios de comunicação social? Então é melhor que desçam da estratosfera para que o trovão, a que parecem apelar constantemente, não se afogue nas suas contradições. É que a geração à rasca pode estabelecer uma ruptura com essa concepção mítica do mundo.


 


Limito-me a fazer indução. O mainstream político e mediático apoiou com tanto fervor os sucessivos disparates na Educação, que não me admira que se tenha passado o mesmo nas outras áreas e que a nossa sociedade esteja exposta a acontecimentos vários.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

da mitologia

 


 


A minha idiosincrasia é tão miscigenada que até a mim me baralha. Deixemos isso de lado.


 


Quando critíco a sociedade portuguesa, não me excluo de todo. Há uma evidência: a organização não é um valor precioso no espaço da portugalidade. É difícil criarmos modelos que funcionem, principalmente na traquitana do estado, no bem comum e em grande parte do restante. Quando a extravagância se impõe, adormecemos a seguir. Uma espécie de merecidas férias.


 


Somos dados aos mitos, essas alavancas da inteligência e da cultura que explicam e aprofundam a realidade. Mas exageramos. Temos os nossos e o sebastianismo é um deles.


 


Por isso, e se pensarmos que somos danadinhos por férias, criamos vazios que são preenchidos pelos piores de nós. Como somos pouco vocacionados para a causa comum, recorremos ao sebastianismo e empurramos para a alteridade. Nisso, poucos nos devem bater.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

mitos sobre o ensino

 


 


 



(encontrei esta imagem aqui


 


O blogue da APEDE lança uma discussão sobre os mitos do ensino: o primeiro está aqui.


Pode acompanhar de forma sistemática a edição dos mitos se clicar aqui.