É insuportável a onda de consumismo, e de corrupção, que assolou a europa do sul e que se espelha de forma obstinada em Portugal. Não demorarão muitos anos até que nos envergonhemos de espanto com a saga da parque escolar. O editor do blogue Terrear publicou parte de uma mensagem que merece ser lida.
"Um País do Outro Mundo!
Recebo hoje uma mensagem, da qual transcrevo breves sequências:
(...) Da não existência de aquecimento nas Escolas, passamos a tê-las com sistemas sofisticadíssimos de climatização e renovação de ar (aquilo que os americanos fazem abrindo as janelas…) cujo consumo energético é insuportável para as parcas finanças públicas…
Da degradação dos edifícios das Escolas Secundárias (por absoluta falta de recursos – como eu me lembro…), passámos para a Parque Escolar, com projectos “do outro mundo”, atribuídos, sem concurso, a gabinetes de arquitectura de primeira linha, adjudicados a grandes empresas, uma vez mais sem concurso público, atingindo valores m2 indubitavelmente escandalosos…
Deita-se ao lixo tudo que existia. Somos um País rico!"
Quando a história da Parque Escolar for escrita, muita gente não acreditará! Não acreditará nos milhões de euros que se deitaram fora, não acreditará no novo riquismo insuportável, não acreditará nos custos de manutenção astronómicos, não acreditará no sistema de gestão hipercentralizado, não acreditará nas gritantes assimetrias e desigualdades, não acreditará na usurpação do valioso património do Estado por parte de uma empresa (ainda que para já pública), não acreditará nas rendas anuais que o Ministério da Educação está já a pagar ao novo senhorio, não acreditará..."
Neste post do blogue de Matias Alves entrou um comentário que diz assim:
Recentemente estive bastante tempo a falar com um consultor, da área da Engenharia Civil, da Parque Escolar sobre as matérias mencionadas nesta entrada. O tipo de apreciação que ele fez é idêntico: novo riquismo, custos de manutenção elevadissímos por via de obras faraónicas, etc. Ele disse-me que em termos médios o custo de manutenção de um edifício é de 1% ao ano relativamente ao seu custo orignal. Façam as contas aos custos das escolas recentemente intervencionadas. O seu diagnóstico é que o Estado pura e simplesmente não terá dinheiro para assegurar a manutenção das escolas.
Olá Paulo,
ResponderEliminarÉ mesmo inacreditável..Ao início já me tinha apercebido, que essas obras foram e são executadas pelas grandes construtoras (agora sem concurso público!! é mesmo pra dar trabalho aos Amigos?! Mota Engil e afins.. E não digo mais!!) Depois,
vejo numa notícia de jornal, que a forma de "pagamento", dessas obras, eram os edifícios passarem para essas mesmas empresas e depois o estado (ME) passa a pagar renda, só então é que nos apercebemos de como isto tudo está a caminhar! INACREDITÁVEL!!
Forte abraço,
Marco Santos
LADRÕES!!!!
ResponderEliminaraquele 2011
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