sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

invulgar

 


 


Não me lembro da mudança de ano carregar tanto pessimismo; e o pior é que é fundamentado. Nesse sentido, é de considerar que as eleições presidenciais se revestem de uma importância mais decisiva. Haverá momentos em que ter Manuel Alegre ou Cavaco Silva não será indiferente. Percebo o que levou Manuel Alegre a insistir no apoio deste PS. Esse desígnio da chamada política real será a seu tempo avaliada. Tive pena que tivesse sido esse o caminho, mas estou seguro que Manuel Alegre será capaz de dizer que não quando a sua consciência o exigir. Para a agenda da defesa do poder democrático da escola, Manuel Alegre fará muito melhor do que o actual presidente: serão muitos poucos os que discordam dessa evidência.


 


Estes tempos invulgares, mas previsíveis, precisam de um presidente que não se despiste quando a discussão foge dos dois ou três temas que domina. O debate entre os dois candidatos mais bem posicionados nas sondagens revelou o que se sabia: Cavaco Silva é irritadiço, não tem ideias, repete soundbites até à exaustão e tem sobrevivido com a sua conhecida profissionalidade política; Manuel Alegre é forte em campanha, tem alma e pode ser um bom presidente da República. A disputa eleitoral pode ter sido relançada.

2 comentários:

  1. "Percebo o que levou Manuel Alegre a insistir no apoio deste PS".
    Olha, eu não percebo. Gostava bem mais dele antes desse apoio.
    Até porque não acho "prestigiante" para ninguém ter o apoio do Sócrates. Sobretudo quando sabemos que o candidato dele é o Cavaco. E mesmo que não fosse.
    Mas quero manter viva a esperança de que o 2011 nos vai livrar do Sócrates. Isso sim, desejo e muito.
    Bom ano para ti, Paulo, e para todos os frequentadores deste blog.

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  2. Paulo G. Trilho Prudencio31 de dezembro de 2010 às 11:35

    Viva Isabel.

    Percebo a necessidade dos votos, mas tb discordo.

    Aquele 2011 para ti e para os teus, tb extensivo a quem passa por aqui.

    Beijo

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