Era fácil de concluir: a seguir à ligação do actual presidente ao caso SLN e BPN apareceria um qualquer caso ligado ao segundo classificado nas sondagens. Vi agora a entrevista a Manuel Alegre na RTP1 e registei a explicação sobre um caso BPP levantado ontem por uma deputada do CDS que também se batia de forma fervorosa a favor dos cortes salariais e contra a ousadia de quem recorre aos tribunais. O assunto BPP não é para ser levado a sério, pelo menos neste nível do jogo político.
Percebo que os apoiantes de Cavaco Silva se abespinhem com qualquer dúvida sobre as práticas do candidato. Sempre acreditaram na existência de um homem acima de qualquer suspeita e na sua propalada superioridade em relação aos políticos. Ora, este é uma caso de transparência na informação por parte do mais alto magistrado da nação. Não vi qualquer alusão à seriedade. E essa confusão foi o candidato que a fez e às tantas pesa o erro cometido com a escolha das companhias. A vitimização irritada não é um bom sinal e a recusa das explicações só piora a condição.
Por muito que custe, a noção do ridículo merecia um limite numa campanha presidencial. Vote-se em quem se votar, a dimensão destes dois casos é incomparável. A prova disso é o testemunho em directo dos dois candidatos e Manuel Alegre tem estado bem e faz questão de afirmar que é humano; e isso só ajuda a democracia e mais ainda nesta altura.
EM BRANCO.
ResponderEliminarHá lodo no cais
ResponderEliminarCandidato pede a Dias Loureiro aulas de "enriquecimento rápido"...