O desperdício na sociedade portuguesa tornou-se patológico e qualquer alusão à ética na vida pública por parte dos actores mais mediáticos soa a plástico. O que ontem me aconteceu na entrevista a Fernando Nobre repetiu-se de algum modo com Manuel Alegre. Quando o segundo evocava a ética republicana, esse chamamento era intocável. Nesta altura, e até Manuel Alegre transmite o mesmo sentimento, a atmosfera repete o que escrevi em Outubro do ano passado: "Defendo a liberdade e a democracia. Prefiro o regime constitucional republicano. Mas sou franco: estou enjoado de tanta República e mais ainda da nobre ética republicana."
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