domingo, 2 de janeiro de 2011

efeitos do acordo

 


 


 


O ano de 2010 terminou com uma certeza: os acordos entre os sindicatos de professores e o ME foram prejudiciais à luta em defesa do poder democrático da escola e o que conseguiram em relação ao estatuto dos professores foi o óbvio e numa latitude muito inferior à conseguida na rua e na comunicação social. Os sindicatos deram sempre uma mãozinha a um governo encostado às cordas.


 


São muitas as teorias da conspiração, mas existem dados objectivos: a avaliação dos professores continua mergulhada na injustiça e na inexequibilidade, a gestão escolar é o desmiolo que se sabe, os horários dos professores continuam contaminados pela tralha de má burocracia e por aí fora. Para além disso, tem-se assistido na última década à promiscua troca de cadeiras entre governantes e sindicalistas.


 


Não admira, portanto, que se leiam notícias como a que pode consultar a seguir.


 


As escolas estão em paz à espera que venha o pior


"A ministra da Educação, Isabel Alçada, cumpriu o objectivo anunciado para o acordo alcançado há quase um ano (8 de Janeiro) com os sindicatos dos professores - as escolas estão calmas. Mas será que estão ou vão estar melhores? Professores e directores contactados pelo PÚBLICO são unânimes na negativa. Entraram no novo ano, que agora começa, em estado de consternação.(...)"


 


 


 


 

8 comentários:

  1. Mas vão explodir, não tarda...

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  2. Dou razão ao Paulo. Os sindicatos tem de se explicar.

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  3. Isso era num país a sério, com uma sociedade a sério, com regras sérias para serem cumpridas a sério... Infelizmente, creio que, como se faz nas tabelas, n.a.

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  4. Errata: "Os sindicatos tem de se explicar". Os sindicatos têm de se explicar, porque do governo de Sócrates já nada há a esperar.

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  5. Viva Paulo,
    A leitura que fazes dos efeitos do acordo são fruto das lentes com que olhas para o assunto. É legítimo que queiras ver as coisas desse modo, embora discorde dos teus argumentos.
    Já a frase «Para além disso, tem-se assistido na última década à promiscua troca de cadeiras entre governantes e sindicalistas», sendo completamente assassina do carácter dos sindicalistas em geral, poderá ficar bem na escrita de demagogos de meia-tigela. A ti fica-te mal, quanto mais não seja porque sabes que essas danças de cadeiras se dão exclusivamente entre gente ligada aos partidos do arco do poder, isto é, sindicalistas do PS e do PSD.
    Bom ano e cá estarei na luta contra a gestão, esta avaliação e o mais que destrói a escola pública, como os rankings, o cheque-ensino ou a escolha da escola.
    Abraço
    F.

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  6. Paulo G. Trilho Prudencio3 de janeiro de 2011 às 09:59

    Viva Francisco.

    Francamente. Não me estou a referir, obviamente, a todos os sindicalistas nem a todos os governantes. Mas diz-me lá então: como é que refiro os activistas radicais, outrora sindicalistas, que no dia seguinte a passarem para ministros, secretários de estado ou directores regionais se tornam- nos mais ferozes atacantes da classe profissional que defendiam? Que raio, Francisco. Fazemos de conta que nada acontece? É por isso que Portugal está neste estado de democracia aprisionada e apática.

    Abraço e aquele 2011

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  7. Não meu caro Paulo, não devemos assobiar para o lado e fazer de conta que não acontece nada.
    Mas também não podemos fazer de conta que é tudo igual, porque há diferenças que entram pelos olhos dentro.
    A menos que as diferenças não se vejam por causa de preconceitos, raras vezes fundados em boas razões.
    O que importa é chamar os boi(y)s pelos nomes e distinguir quem usa a política ou o sindicalismo para se servir, daqueles que se dedicam às causas da sociedade ou da comunidade em que vivem e a que pertencem.
    Francamente, Paulo, denunciar o que vai mal na vida pública sem apontar claramente quem e em que erra é afastar os cidadãos dessa mesma vida pública, quanto mais não seja por não se quererem ver envolvidos em coisas sujas.
    É sempre por essas vias que se chega aos "homens providenciais", de que o último exemplo é o presidente que temos e que tão bem emula o António de Stª Comba.
    Abraço
    F.

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  8. Viva Francisco.

    Fizeste-me rir. Quando escrevi promíscua troca de cadeiras entre governantes e sindicalistas, percebeu-se bem que estava longe de apelar a uma qualquer regra sem excepção e este teu comentário aprova o meu argumentário.

    Tens toda a razão na questão do homem providencial e nos argumentos que apresentas. É também por isso que a referida promiscuidade se torna ainda mais grave.

    Estamos num período difícil.

    Não desisto.

    Aquele abraço.

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