segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

escola pública e eleições

 


 


O meu ideal cimeiro é a escola pública e a defesa do seu poder democrática. E não me venham com a aquela tralha demagógica que insinua que esses ideais são um obstáculo à inovação e ao compromisso com o ensino de qualidade. Há mais do que provas do contrário. E mais: o melhor que as sociedades humanas conseguiram foi em ambiente democrático.


 


Para além disso, a luta política e as escolhas que fazemos são determinantes.


Vivemos tempos de campanha eleitoral. A minha memória diz-me que são talvez as eleições presidenciais mais decisivas; ou pelo menos desta vez temos mais consciência disso.


 


Nas anteriores presidenciais Manuel Alegre afirmou-se contra a máquina deste PS. Registou uma derrota digna, pareceu-me. Desta vez optou por não hostilizar um PS que tem figuras e práticas impossíveis de compatibilizar com a agenda do poder democrático da escola. É essa a principal componente crítica da candidatura de Manuel Alegre e já o sublinhei diversas vezes.


 


Cavaco Silva não tem tanta responsabilidade como o governo nos últimos cinco anos. Mas tem o silêncio estratégico (para ser brando) nesse período e a história contra si.


 


Os restantes candidatos não têm qualquer possibilidade de vitória, parece-me, e qualquer deles tem marcado pontos positivos.


 


Tenho uma certeza: numa segunda volta entre Manuel Alegre e Cavaco Silva, voto no primeiro. Será um voto contrariado. Compreendo a política real e o taticismo, mas Manuel Alegre não nos tinha habituado a isso.

8 comentários:

  1. Se houver 2ª volta... Oxalá! Do mal o menos, não é?

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  2. Paulo G. Trilho Prudencio18 de janeiro de 2011 às 09:10

    Não será bem assim, mas é um leitura possível.

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  3. Se o Nobre for o segundo em quem é que o Paulo vota?

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  4. 0 VOTO É SECRET0.
    SE CÁ NEVASSE...

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  5. Nesse caso, não seria nada secreto. Votaria no Fernando Nobre. Não o considero mais preparado do que os outros candidatos (em algumas áreas é até demasiado desconhedor, parece-me), mas tb não o considero um perigoso populista. Estaria mais livre do estado que nos arruinou do que Cavaco Silva; isso é seguro.

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  6. Claro como a água cristalina.

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  7. Aprecio IMENSO a sua elevação e coerência Paulo.

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