A gestão central do desenvolvimento curricular é um bom estudo de caso para quem queira perceber o inferno de má burocracia que afecta o ensino e conhecer o grau de desrespeito e de incompetência organizacional de quem decidiu este tipo de processos nas últimas duas décadas.
O futuro organizacional das escolas terá de se haver com as propaladas metas de aprendizagem. Não vou evocar as formas de abastecer a industria do eduquês que custa milhões e que se alimenta de comissões da acompanhamento, de especialistas em burocracia pedagógica, de acções de formação para procedimentos administrativos do currículo, de reuniões sem fim com agendas repetidas e por aí fora. Não vou sequer socorrer-me dos eternos dilemas e disputas entre a semântica dos objectivos e das metas.
Remeto-nos apenas para o método de obtenção e fornecimento de informação e para a ausência de qualquer sistema ou método moderno que se associe ao processo. Zero, ou melhor, menos do que zero. Em pleno 2011, o ME dá asas e repisa a pior das suas marcas. Mas mais: o depesismo das metas faz jus a uma interrogação que se adivinha de infinitas repetições: mas onde está a crise?
PERFEITO!!!
ResponderEliminar