Será tarde com toda a certeza e mais cedo do que muitos poderão esperar, mas as escolas do Estado terão de fazer nova mudança na sua forma de gestão e abandonar a irresponsabilidade de amontoar escolas. Será do mais elementar bom-senso.
Desde o início do milénio que umas iluminárias do poder central fustigaram as escolas com esta megalomania que arrasou qualquer das culturas organizacionais existentes. A coisa institucionalizou-se com um diploma legal (o 75 2008) que certificou a ideia de delapidar o poder democrático da escola e acordou as inconsciências que restavam ao envolver na tragédia, agora na versão mega-amontoado, as escolas secundárias.
A exemplo da avaliação de professores, que só funciona em regime de farsa e de fingimento, a gestão escolar, na versão amontoados, está a criar ambientes organizacionais em que a dispersão proporciona irresponsabilidade e desmobilização. Relacionar o caminho que se escolheu com a redução de custos, é pouco avisado e muito desconhecedor.
Fenprof vai divulgar estudo com balanço negativo dos mega agrupamentos
NUNCA PENSEI QUE SE CHAGASSE A ESTE PONTO....
ResponderEliminar"está a criar ambientes organizacionais em que a dispersão proporciona irresponsabilidade e desmobilização."
ResponderEliminarConheço um Mega (fusão de dois agrupamentos) bem perto de mim. E é mesmo assim. Ninguém se entende. Cada um para seu lado. Nos grupos disciplinares não há o espírito de equipa de outrora. A informação não chega, daí ninguém contestar...
Numa ou noutra escola do 1.º ciclo as coisas vão funcionado graças a alguns "coordenadores de estabelecimento".
Na EB23 (teip desde a criação), os problemas agudizaram-se. A EB23/Secundária (tem 2.º ciclo), onde está a CAP (todos de fora, nomeados pela DREN), está um horror, tudo a fugir para a reforma (14 desde Setembro), manobras para a eleição do director... até a associação de antigos alunos se viu impedida de realizar o habitual almoço anual de antigos alunos.
Bom testemunho Daniel. Só não viu quem não quis. Tudo muito mau mesmo
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