sábado, 12 de março de 2011

o estado do estado

 


 



 


 


 


O lamentável caso que envolve um professor demitido por assinar um documento de tomada de posição em relação à avaliação do desempenho, continua nas páginas dos jornais. É mais um mau exemplo da nossa democracia.


 


Desde logo, pela existência de todas estas estruturas que delapidam financeiramente a traquitana do Estado e que, na maioria dos casos, servem para colocar membros dos partidos políticos.


 


O técnico em causa exercia umas funções (equipa de apoio às escolas) que não têm hoje qualquer sentido operacional e fazia-o desde 1996; convenhamos que é tempo demasiado.


 


Por outro lado, e repito, o facto de assinar um documento daqueles só é motivo de demissão porque o nosso Estado foi capturado pelos interesses simultaneamente mesquinhos e gananciosos das máquinas partidárias. Evidencia-se na nossa democracia um paradoxo que deve ser estudado: os aparelhos dos partidos transformaram-se em máquinas (literal) à custa do Estado, enquanto reduziam a uma traquitana os serviços de que se alimentaram.

8 comentários:

  1. Não temos solução...

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  2. Os delegados do governo em exercício de funções executivas, por mais desgoverno que seja, devem solidarizar-se como o poder político, isso é lealdade institucional...se não concordam com as ordens e decisões da tutela e tal constitui um conflito de interesses ou de valores que atentem contra a eficácia das funções que exercem, ou até contra a sua consciência...então devem apresentar escusa e demissão...é o caso dos directores que se pronunciaram contra as decisões da tutela...Não se demitem porque ganham muito mais e não dão aulas? Por poder? Deviam demitir-se pois é evidente que se verifica um conflito que põe em causa a eficácia do seu trabalho...Deve ser por isso que o modelo de avaliação está a funcionar tão mal.Os directores não estão a promove-lo devidamente bem pelo contrário estão a ridiculariza-lo com burocracias e papeladas confusas que não são obrigatórias nem necessárias, causando o desespero dos todos os docentes. Parece que convêm aos directores o fim deste modelo, perderam muitos poderes e por isso não o querem...querem outro em que sejam eles a avaliar toda a gente para poderem "Reinar " e distinguir os mais subservientes das escolas a seu belo prazer?

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  3. Joana Ribeiro, Encarregada de Educação9 de março de 2011 às 15:42

    Não compreendo o motivo que leva a não demitirem a Direcção de Santo Onofre. O que a minha filha contou em casa na sexta-feira antes do Carnaval é uma aberração. A mais velha que foi aluna nessa Grande Escola, estava parva. No seu tempo era impossível. A batalha de sacos de água, eles chamam-lhes balões, dentro da escola mostra o descrédito daquelas pessoas. Na Direcção cada um dizia a sua coisa e mal uns dos outros.

    Não entendo. Desculpe Prof. Paulo pelo desabafo.

    Grande Abraço.

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  4. Ou são os Directores, ou são os das DRE e/ou suas Equipas de Apoio, ou são os Coordenadores/Relatores..., enfim, voltemos ao séc. XX (principalmente de 80 a 90);, pelo menos, não existia esta macacada total.
    Nem tanta perseguição, arrogância, mentira...

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  5. A nossa democracia está cheia de maus exemplos. Este é mais um
    Mas eu pergunto: Será que a democracia ainda existe neste rectângulo à beira-mar plantado?

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  6. Quando os inspectores da IGE se recusaram a participar na avaliação proposta pela MLR , com tomada de posição pública pelo Inspector Geral, não se ouviu falar em quebra de lealdade.

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