Um dia António Guterres explicará o porquê da desistência e a semântica do pântano. O gráfico da dívida pública é explícito: o antigo primeiro-ministro, e o ministro Sousa Franco, conseguiram uma redução sistemática e talvez tenham previsto o que se lhes seguiu.
...enigma que começa a ser explicado...
ResponderEliminarViram que estavam rodeados de abutres a somar aos que vinham de trás de 10 anos de cavaquismo.
ResponderEliminarPirou-se e fez bem o Guterres. Era demasiado honesto para a boyada.
ResponderEliminar"Temos uma desproporção entre as tarefas que enfrentamos como sociedades, que têm a ver com a sobrevivência do planeta, dos países, do nosso modo de vida, e a miopia, a pobreza intelectual, e até moral, da maior parte das lideranças políticas, e não apenas em Portugal”, disse.
ResponderEliminarSoromenho Marques especificou que “há uma ‘décalage’, uma assimetria, um abismo entre a gravidade dos problemas e o elemento subjectivo tão frágil dos decisores políticos”.
“Hoje precisaríamos de líderes com o sentido do trágico, da grandeza, do risco e do perigo e efectivamente só temos os dirigentes que temos”, destacou.
De forma agregada, considerou que existe “um sistema político e tecnológico internacional que não está a conseguir gerir os recursos do planeta de uma forma sustentável”. Alertou, inclusive, que “estão a ser criadas necessidades relativamente às quais não temos os meios políticos científicos e técnicos para as satisfazer”.
Um dos exemplos é o do agravamento da fome: “Só entre 2009 e 2010 foram lançados mais 150 milhões de pessoas – 15 vezes a população de Portugal – para uma situação de fome estrutural, de escassez crónica.”
Segundo o especialista, o mundo atingiu o limite na capacidade produtiva agrícola mundial e que o caminho passa agora por mudar dietas alimentares e dar prioridade à alimentação das pessoas em vez da produção de biocombustíveis.
O catedrático de Letras defendeu também que “é cada vez mais urgente encontrar energias alternativas”. Mencionou o desastre nuclear no Japão para prever o aumento das dificuldades na oferta de energia “porque se tornou evidente, pelo menos nos países democráticos, que a energia nuclear nunca foi uma alternativa pelos riscos enormes que comporta”.
Na opinião de Soromenho Marques, estamos perante “um desafio enorme ao sistema económico e à inventividade das sociedades, que é encontrar uma estratégia de eficiência energética e criar uma oferta de energia renovável no campo da produção eléctrica o mais depressa possível”.
Soromenho Marques criticou que “toda a economia que temos é baseada no conceito de crescimento; não no de desenvolvimento” e que “temos sacrificado tudo ao crescimento: a natureza, a qualidade do ambiente, e estamos a sacrificar as pessoas. O salário, a qualidade de vida, a esperança na segurança social, a justiça social”.
Defendeu que chegou o momento para “reponderar os valores decisivos numa economia”, adiantando que “o que está em causa é o desenvolvimento sustentado”.
Sobre este propósito, afirmou que “em muitos casos a sustentabilidade não significará mais crescimento, mas pelo contrário, menos”, o que o leva a defender “uma economia inteligente, capaz de contar uma história que não se reduza ao aumento do produto interno bruto (PIB), porque este é dos indicadores menos inteligentes que existe”.
Soromenho Marques é um dos participantes no ciclo de quatro conferências designado “Estados de Guerra / Todos contra Todos”, que começa na terça-feira, dia 05 de Abril, na Culturgest, em Lisboa.
Este ciclo junta os entrevistados no livro homónimo, organizado pelo entrevistador, Rui Trindade, e que inclui também Fernando Ilharco, docente na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa em Lisboa, o editor multimédia na RTP e professor auxiliar na Universidade Nova de Lisboa António Granado e Mário Baptista Coelho, professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde leciona Geoestratégia dos Recursos Naturais e Energéticos.
DESORIENTAÇÃO TOTAL. FALIMOS!!!
ResponderEliminar