25
São muitos os portugueses que quando ouvem "dia 25" se lembram de imediato de um ideal que não poderá ser beliscado por qualquer acontecimento posterior.
37
Foi há 37 anos que um punhado de homens se encheram de coragem e tentaram ajudar Portugal a constituir-se como uma nação livre e democrática.
Espero que ainda haja esperança! :)
ResponderEliminarAs portas que abril abriu
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
Ary dos Santos
(poema com supressões)
Parabéns ao Correntes pelas suas 7 primaveras! :)
ResponderEliminarMuitos sonhos continuam por realizar. Igualdade, liberdade, fraternidade, por vezes parecem mais uma miragem do que conquistas que nos tornem mais humanos! O próprio processo cometeu várias injustiças e tratou muito mal muitas pessoas de bem... Ainda assim, valeu a pena o 25 de Abril e foi determinante e fundamental que tivesse acontecido! Cabe a cada um de nós, hoje, assumir o seu "bocadinho", fazer a sua parte da conquista diária da liberdade, da igualdade, da fraternidade.
ResponderEliminarTu, Paulo, estás de Parabéns porque o teu "bocadinho" também passa pelo excelente trabalho que fazes aqui no correntes! Muito obrigada!
Aquele abraço!
Cristina
Obrigado
ResponderEliminarObrigadíssimo Cara Cristina.
ResponderEliminarAquele abraço; força aí mesmo;