A coerência é uma marca deste PS na Educação; a má administração foi um traço das políticas. Podemos pegar nos estatutos do aluno ou do professor, na gestão escolar, na avaliação do desempenho, na escola a tempo inteiro e por aí fora até ao plano tecnológico para a Educação ou ao simplex (os mentores deste bom programa devem achar que os do ME têm tanto de louco como de incompetente), que encontraremos motivos para levar as mãos à cabeça.
Podemos olhar para o PTE a partir de três das componentes de um sistema de informação: pela gestão de recursos humanos, pela construção de software ou pela aquisição de hardware. Para os dois últimos resume-se assim: é imediato esbanjar financiamento em hardware, principalmente se os eruzinhos não saírem dos nosso bolsos; no que diz respeito à construção de software, a equação exige muito trabalho.
Se considerarmos que uma organização escolar deve navegar em duas redes, uma de recursos educativos e outra de gestão administrativa, devemos considerar que o investimento em acessos de alta velocidade, com terminais e quadros interactivos em todas as salas de aula, foi uma ideia imediata. A rede de recursos educativos usa a internet e o open source e a de recursos administrativos está em branco e em zeros ficará. Uma e outra precisam de recursos humanos para manutenção e desenvolvimento. Mais até a segunda, para que os zeros referidos não se transformem a médio prazo em mais um elefante branco.
O ME desgovernou do seguinte modo: em 2005 o ímpeto de contenção da despesa reduziu cerca de 20 mil professores com o fim quase geral das reduções da componente lectiva para o exercício de cargos. Os professores compreenderam o esforço. Em 2009, em plena crise financeira, os votozinhos trouxeram aumentos de salários e reduções da componente lectiva associadas. O PTE foi contemplado, por imperativo da "mudança". Nem dois anos depois, as horas dos professores do PTE desaparecem e toda a parafernália tecnológica fica ainda mais à sorte e à ocasião.
Lúcido e certeiro. Análise objectiva de quem sabe do que fala.
ResponderEliminarOs serviços do FBI estão a investigar as actividades da organização de caridade "Success for Kids" (SFK) - relacionada com projectos educativos - cuja presidência está a cargo da cantora Madonna.
ResponderEliminarA notícia, avançada pelo jornal "The Daily", refere que o FBI está a investigar em Los Angeles "certas irregularidades e actividades suspeitas" para determinar se os projectos que a SFK diz levar a cabo com os 33 milhões de dólares (23,3 milhões de euros) recolhidos, existem de facto. Em causa estão algumas suspeitas, nomeadamente de alguns dos doadores que dizem duvidar de que as doações estejam a ser usadas para os fins devidos.
No entanto, a SFK diz ter usado o capital doado em acções em vários países como o Brasil, o Panamá, a Costa Rica e até a Rússia.