quinta-feira, 28 de abril de 2011

dos escolhidos

 


 


Os professores portugueses andaram anos a fio a democratizar o acesso ao ensino com parcos recursos de gestão. Para além disso, desdobraram-se em tarefas de substituição das famílias, dos serviços sociais, dos serviços de saúde e de sei-lá-de-mais-o-quê. Os indicadores da respeitabilidade das classes profissionais junto dos portugueses colocam os professores no lugar cimeiro e em destaque; lá saberão o porquê.


 


Todavia, os governantes dos últimos anos designaram os professores do seu país como a classe maldita.


 


Por outro lado, o governador do Banco de Portugal (BdP), quase ignorado nas agendas mediáticas, disse ontem, que eu vi, que os governantes e os administradores públicos têm de ser responsabilizados pelo estado miserável das contas do país.


 


Dito isto, é com perplexidade que leio o chefe do governo de gestão em campanha considerar a avaliação de professores como uma das prioridade do seu programa de governo para a Educação. Quem conhece o estado das nossas escolas só pode confirmar o estado de perigosa alienação deste governante. Mas mais: no mesmo dia, a ex-ministra ML Rodrigues vem sentenciar que a suspensão da avaliação de professores foi um episódio sem significado no curto prazo. Parafraseando o governador do BdP: esta gente tem de ser responsabilizada mesmo; desde logo pelo voto, que raio.


 


Governador do Banco de Portugal quer que políticos sejam responsabilizados por incumprimentos

1 comentário:

  1. O ilusionista volta a falar da avaliação dos profs como uma das suas prioridades porque sabe que isso lhe dá votos. Se por um lado os portugueses nos colocam num lugar cimeiro, por outro querem ver cabeças a rolar. Os profs estão mesmo à mão de semear. Ordenados chorudos, muitas férias, trabalham pouco...
    Não é Portugal um país de invejosos?

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