É muito difícil, por muito dedicados que sejam os assessores de imagem e da estratégia comunicacional, não dizer ao que se vem na política. Só os mais oportunistas é que não se preocupam com os efeitos históricos dos seus comportamentos; acreditam que tudo se manipula: até o tempo.
Pedro Passos Coelho segue um caminho com alguns riscos: deixar o CDS quase à vontade e tentar captar votos do centro para a esquerda para vencer o PS. Pretende uma maioria para governar e não se queixa, pelo contrário, por não conseguir uma maioria absoluta.
As recentes polémicas à volta do programa do PSD para Educação são um exemplo do que acabei de escrever. Se Pedro Passos Coelho não estiver a ser autentico, terá um destino parecido ao do actual primeiro-ministro e durará ainda menos tempo; nos mandatos e na voz.
Se acontecer essa falta de autenticidade, a queda de um próximo governo dependerá do peso da trágica herança de José Sócrates. Ou há alternativas autenticas no PS ou a democracia não perdoará o que se passou nestes últimos anos.
A mentalidade de exército partidário que se sobrepõe aos interesses do país foi fatal para o PS e terá um incalculável tempo de duração. José Sócrates e Lurdes Rodrigues pediram desculpas aos professores antes das legislativas de 2009. Estavam a mentir. O PS tem de pedir desculpas autenticas (com actos políticos): pela Educação e pelo estado do país; não pode continuar na estratosfera e num registo clubista e de insensibilidade à dor.
É claro que a economia continua no topo das causas. Se não correr mal nesse domínio, o próximo governo respirará e a tal herança do PS pesará toneladas.
excelente
ResponderEliminarAinda desaparecem -:)
ResponderEliminarNão posso estar mais de acordo, carago.
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