Quem está atento à campanha eleitoral na área das políticas da Educação, percebeu que, para além dos caminhos sugeridos pelo arco da governação ou pelos partidos da esquerda, há um debate interno no PSD que se pode resumir assim: um grupo que desenha a continuidade das más políticas do PS e que podemos classificar de neoliberal ou de testa de ferro da privatização de lucros e um outro que construiu o seu discurso na contestação às políticas dos últimos anos e que se diz defensor de um clima de confiança nos professores e de recuperação do poder democrática da escola.
Digamos que o primeiro grupo assenta que nem uma luva ao arco governativo que nos conduziu à bancarrota e que o segundo se apresenta de forma algo surpreendente de fora desse registo, com um discurso sem laivos de má burocracia ou de eduquês e sensível ao que os investigadores mais atentos têm diagnosticado: a escola precisa, em nome da igualdade de oportunidades no acesso ao saber, de se desamarrar de um incomportável caderno de encargos e de se libertar para o ensino.
É o que estes actores (os que escreveram e os mencionados) estão a disputar na área do PSD: uns no primeiro grupo e outro no segundo.
saco de gatos
ResponderEliminarPaulo, não costumo comentar aqui porque ando há bastante tempo arredada da blogosfera, visitando apenas dois ou três blogues. Mas 'conheço-o' do blogue do Miguel Pinto e vim de lá.
ResponderEliminarConfesso que não compreendi este seu post. Se o primeiro grupo se classifica de neoliberal (e não contesto), e "testa de ferro da privatização de lucros ", como é que o segundo (interpretei como o de Passos Coelho) se pode considerar fora desse registo, quando todos sabemos que Passos Coelho é um ultra-neoliberal? Sei que diz "de forma algo surpreendente", mas será surpreendente que esteja a ter um discurso meramente eleitoralista para ganhar os votos dos professores (e até tentar deitar-lhes poeira nos olhos)? Toda a vida me bati por uma Escola Pública democrática e de qualidade para TODOS, continuei a pugnar por isso no pouco que pude depois de aposentada, mas neste momento não olho só para a Educação, olho para o conjunto, ouvi bem as intervenções iniciais de Passos Coelho, que mudaram de certo modo porque percebeu (ou lhe disseram) que não lhe seriam convenientes eleitoralmente. Se atingir o poder, pensarão os professores que a Educação será excepção para um 1º Ministro que não nada no neoliberalismo e no tremendo poder dos mercados a contra-gosto, mas com o gosto que sente um peixe na água?
Nota: Não, não vou votar em Sócrates, nunca votei no PS, mas a alternativa aterroriza-me.
Viva IC.
ResponderEliminarNo segundo grupo, e no link que referi, está identificado Santana Castilho e não há qualquer referência a Passos Coelho.
O que penso sobre o assunto está resumido no post que escrevi.
É mesmo um dilema comum a muitas pessoas: querer derrotar este PS.
Obrigado por passar e por comentar.
Força aí.
Abraço.
bastava dizer paulo - outro no segundo, o santana...
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