No momento em que a crise financeira preenche o debate político, Francisco Louçã demonstrou estar bem preparado. Os seus argumentos sobre a reestruturação da dívida estão bem construídos e Paulo Portas foi politicamente atropelado.
Um detalhe que me ficou dos anteriores debates, foi quando Francisco Louçã foi firme no não pagamento da parte dívida derivada da corrupção (disse que se sabia bem quanto era) e em que José Sócrates, pasme-se ou não, o acusou de demagogia primária. A corrupção e a reestruturação têm pontos de ligação. Desde esse debate, e não por causa dele, já são muitas as figuras internacionais que defendem a reestruturação da dívida.
A não presença do bloco nas negociações com a troika foi bem explorada por Paulo Portas. Os partidos da esquerda têm de rever essas posições para se apresentarem como soluções de governo aos olhos dos eleitores.
mais um empate técnico
ResponderEliminarO facto de não se terem "associado" à Troika também lhes dá mais espaço de manobra e, caso até venham a estar no governo, espaço para deitar abaixo ou modificar algumas partes do acordo. Se bem que, tal solução, é altamente improvável mas do ponto de vista meramente político, bastante sólida.
ResponderEliminarPercebo os teus argumentos. Mas aos olhos da maioria dos eleitores, tenho ideia que ficam como os partidos do protesto e que não querem participar numa solução de governo.
ResponderEliminarO espaço de manobra é maior por ficarem à margem do acordo com o FMI/BE/UE mas é um risco eleitoral.
ResponderEliminarSe fizerem como eu a coisa muda.
ResponderEliminar«A não presença do bloco nas negociações com a troika, uma opção táctica, foi bem explorada por Paulo Portas. Os partidos da esquerda têm de rever essas posições para se apresentarem como soluções para o governo aos olhos dos eleitores.»
ResponderEliminarViva Paulo,
pensei que fosses um crítico coerente das "coreografias" para convencer eleitorado, como costuma dizer "o outro" que me recuso a mencionar por questões de higiene intelectual.
Abraço,
Francisco
Viva Francisco.
ResponderEliminarHaveria muito para dizer, claro.
Mas escrevi:... aos olhos dos eleitores".Talvez devesse ter escrito, da maioria dos eleitores; em nome do rigor.
Abraço.
Quem é o outro, senhor Francisco?
ResponderEliminarFacto anedótico,mas verdadeiro...adorei quando o Louçã lançou a estória da lei do rendimento mínimo aprovada quando portas estava no governo.
ResponderEliminarHá um facto ,contudo,que permanece "esquecido" e que é o facto de felix ter "investido dinheiro da Segurança Social em esquemas de sub-prime, e ter perdido muito dinheiro, que era dos trabalhadores e não dele...
O PauloP só chegou a alferes, salvo erro... o "outro" tem uma patente muito mais alta.
ResponderEliminarMuito bem observado, Donatien (se me permites).
ResponderEliminaro portas é como um submarino quando começa a meter água
ResponderEliminarPeço desculpa, mas por questão de higiene mental recuso-me a mencionar a criatura, embora sabendo quão popular ela é nestes meios.
ResponderEliminarLeveza se me permitem.
ResponderEliminarPaulo,
ResponderEliminarfica tranquilo que da minha parte é tudo leve e suave.
Abraço