terça-feira, 19 de julho de 2011

grande museu dos trajes

 


 


O formalismo português não tem limites e a regra de que mais vale parecer do que ser não nos deixa ver para além do ridículo. Noutro dia foi a ministra da agricultura, e de mais uma série de coisas, que decidiu, pasme-se, que se podia não usar gravatas nas instalações do seu ministério a pensar no ambiente e na poupança financeira, ao que julgo ter percebido. Agora é uma universidade que regulamenta o não uso de calções e chinelos no seu campus em plena época estival. Se havia costume que chocava quem vinha de fora nas décadas de setenta e oitenta do século XX era exactamente o atavismo com o vestuário. Vinte ou trinta anos depois ainda continuamos na senda do grande museu dos trajes?.


 


Católica cria regras de vestuário para alunos e professores

8 comentários:

  1. O "back to basics" traz sempre disparate. Sempre. Há sempre algo de going back, ou melhor, moving backwards.

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  2. É a mania de criar regras públicas para decisões de carácter privado. Mesmo os regimes livres estão, infelizmente, preenchidos de traços de totalitarismo. Nem pensam no ridículo de tudo isso!
    Às vezes dá a impressão que andamos às voltas, às voltas, para nunca sairmos do mesmo lugar...
    - Isabel X -

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  3. Fausto Viegas (Norte)19 de julho de 2011 às 18:41

    Cambada de doidos, carago.

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  4. É mesmo isso Isabel X, se me permite: "Às vezes dá a impressão que andamos às voltas, às voltas, para nunca sairmos do mesmo lugar..." e nos mais diversos domínios.

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  5. O Conselho Académico da Universidade Católica recomendou que a sua comunidade adoptasse "formas de vestuário dignas e convenientes" e que se "chamasse a atenção dos que se apresentassem de maneira imprópria". Apesar dos seus estatutos não implicarem o uso de farda, suponho que, para quem não cumpra a directriz, seja infligido um qualquer tipo de castigo corporal ao melhor estilo pidesco, revisitando-se o Estado Novo, sempre tão castrador de razões democráticas e da liberdade de expressão individual. Para um estabelecimento de ensino que advoga ter "uma visão cristã do homem", tal e qual a Igreja que o suporta, deveria saber que mais importante do que a vestimenta e a aparência, é o espírito interior e o bom senso de cada um.

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