quinta-feira, 1 de setembro de 2011

do flagelo

 


 


A austeridade financeira desumaniza a paisagem relacional e o medo empurra-nos para o individualismo sem limites. O sofrimento eleva a condição: estamos irremediavelmente sós. Nada é permitido a quem cai no desemprego. É a dor do outro e as queixas recolhem-se fulminadas por olhares que logo se desviam.


 


Há cerca de 40 mil professores desempregados para gáudio dos fanáticos da partidarite política. Há nesses números diversas condições: desde jovens com um a dois anos de serviço até menos jovens com quase quarenta anos de idade e mais de dez de serviço. Não ignoramos o estado das finanças, mas impressiona ver como as causas do flagelo continuam intocáveis. A abundância na formação inicial de professores tem décadas de um registo no pior espírito das nefastas parcerias público-privado e o mercado da rede escolar começa a sentir-se de forma dilacerante.

7 comentários:

  1. Estar desempregado, com filhos e contas para pagar é desesperante. Já passei por uma situação muito complicada em que o pão era o único alimento que entrava em casa. A vergonha, a solidão e o desespero são avassaladores. Um abraço do coração a todos os colegas que vivem situações difíceis. Eu quase desisti da vida, mas a luz ao fundo túnel apareceu. Não desistam, lutem e se precisarem de ajuda não tenham vergonha de a pedir. Também tenho um filho desempregado e não está a ser fácil.

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  2. Mensagem pura e dura.
    Tal como é a realidade.

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  3. Olha e tens muita sorte em ter emprego, em teres horário. Hoje qualquer um, com muito ou pouco tempo de serviço pode ficar com horário zero, o director é que entende com quem quer trabalhar... foi a resposta que tive, quando perguntei o porquê de algumas "coisas"!
    Vivem-se tempos difíceis, é o vale tudo!
    Estou com todos os colegas que se encontram neste momento a passar pelo desemprego, não desistam, a luz ao fim do túnel surgirá (como disse a colega acima) e mais brilhante e radiosa.

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  4. Paulo G. Trilho Prudencio3 de setembro de 2011 às 12:48

    Força aí.

    Aquele abraço.

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  5. Paulo G. Trilho Prudencio3 de setembro de 2011 às 12:48

    Força aí.

    Aquele abraço.

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  6. Não é assim. Os horários zero têm que respeitar a graduação profissional. As alterações a essa graduação têm que se fundamentar em dados objectivos - processos disciplinares, maus resultados dos alunos... Caso contrário, o feitiço vira-se contra o director. Quem usa esse discurso é prepotente e inseguro.

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