segunda-feira, 31 de outubro de 2011

exercícios

 


 



 


O desnorte contabilístico é grande e a recapitalização da banca será feita à custa das classes média e baixa. Mesmo que as tesouras tenham alguma consciência, a localização e a dimensão dos cortes obedecerá ao registo deixa-ver-se-pega-ou-como-reagem. Quando escrevi este post com estas frases, "(...) O momento sobreaquecido obriga a um aviso: agora será ainda mais quente e as nêsperas serão decerto trituradas. A luta de classes veio para ficar e o cruzar de braços será descontinuado (...)", pressentia que algum recuo se poderia registar no sistema escolar depois do anúncio de que afinal a supressão dos subsídios seria a solução mais horizontal.


 


As TIC e a EVT ficaram no corredor fatal. Há outros saberes que parece terem escapado a tempo. Já dei alguma conta do estado da EVT. As TIC tinham a vantagem de quebrar a ideia eduquesa e desistente que nomeia um conteúdo de ensino como horizontal e não disciplinar. Tenho ideia que se associa as TIC ao desempenho nas plataformas do modismo comunicacional, ao domínio dos sistemas operativos sem gestão em rede e à velocidade no uso do teclado ou na manipulação do rato. Essa pequena parte é importante, mas está muito longe das potencialidades da disciplina e, para além disso, o país é muito desigual socialmente.


 


Por outro lado, há imensos jovens com formação em informática que se dedicaram ao ensino das TIC e que suportam os sistemas de informação, mesmo que incipientes, das organizações escolares. De um momento para o outro, e em plena sociedade da informação e do conhecimento, abdicamos da sua profissionalidade.

4 comentários:

  1. Agora chama-se "forte contenção", outras vezes é "não abertura de concurso", outras "dispensa de docentes", outras "não atribuição do estatuto da função pública", são tudo artifícios para o Governo dizer que não há desemprego na função pública. Claro que tecnicamente não se trata de "desemprego" na função pública, porque os dispensados, ou não readmitidos não chegaram a adquirir o estatuto de funcionários públicos. Mas as pessoas não se alimentam destas subtilezas, a começar por cursos que estão vocacionados para o ensino e depois com o fecho das escolas, com o aumento do número de alunos por turma e aldrabices quejandas, as pessoas vão sendo atiradas para a valeta!!! Mas, consolem-se, não são desempregados da função pública. Nesta o emprego está garantido, como garantidos estão os cortes ...

    ResponderEliminar
  2. Parabéns. É o melhor texto que li sobre o assunto.

    ResponderEliminar
  3. "Os de TIC têm razão para estar preocupados. Se acaba a disciplina, vão para onde?

    Gosto desta sua afirmação "As tecnologias da informação e comunicação não merecem o estatuto de disciplina distinta. São técnicas para usar em todas as disciplinas. Qualquer professor mediano sabe usar as TIC no quotidiano escolar. Se não sabe, tem de aprender. Se não usa na sala de aula, deve usar."
    A disciplina de TIC não é para professores é para os alunos. E já agora, o que e um professor mediano??? Fiquei confuso!

    Já agora faço-lhe mais uma pergunta:
    Acabou o programa e-escola(o tal que permite dizer que as crianças "dominam"), o país está em crise acentuada, quantos alunos terão pc daqui a 3 anos???Entende o que quero dizer? Quem pensou nisto pensou na conjuntura atual e daqui a 3 anos vamos ver..."

    ResponderEliminar