domingo, 30 de outubro de 2011

o lápis nos mercados

 


 



 


O professor de economia política em Harvard, Dani Rodrik, desenvolve ideias muitos interessantes no Público de hoje. O seu texto, "O pensamento mágico de Milton Friedman", interroga-nos a propósito das explicações que o economista do "Free to choose" nos daria a propósito do domínio industrial da China.


 


Pegou no exemplo do lápis que Friedman utilizou no citado e célebre programa televisivo para questionar a defesa que o prémio nobel fazia dos mercados sem regulação governamental. É. Os milhões de lápis que por aí circulam são agora produzidos numa China que regula a sua industria com forte intervenção do governo. Podemos interrogar os discípulos convictos, a começar pelo nosso ministro das finanças.


 


Às tantas, trata-se apenas de uma forma de atenuar a ganância e a corrupção. As ideologias que desconsideraram a natureza humana geraram totalitarismos e elevaram a democracia. A necessidade de regular o capitalismo parece óbvia. Como  alguém disse, sempre existiram mercados; capitalismo selvagem é que nem por isso.

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