O meia-noite em Paris de Woddy Allen (2011) retrata a dificuldade da condição humana em valorizar devidamente o presente e aqueles com quem convivemos com mais frequência; a idade de ouro fica sempre no passado e pouco há a fazer.
Lembrei-me dessa espécie de situacionismo ao ler o livro de Michael Winterhoff (2008), "Por que é que os nossos filhos se tornam tiranos?". A páginas 10, o autor defende a sua tese: "(...) E com certeza que não prestamos atenção porque acreditamos que essa componente se desenvolve absolutamente por si própria, formando-se a dada altura automaticamente e por completo. Falamos da psique. (...) Se não houver uma consciencialização acerca dessas perturbações, a consequência será a diminuição de jovens e adultos com capacidade de trabalho e relacionamento (...)".
Ou seja, Michael Winterhoff teme por um futuro habitado por adultos sem capacidade de relacionamento porque foram crianças tiranas e remete o problema para a psique. Será? Olho para a capacidade de relacionamento dos adultos actuais e vejo uma sociedade pejada de antigas crianças tiranas; e educadas em sociedades muito menos consumistas e por aí fora. Essa tese da idade de ouro tem pouco fundamento e a filogénese leva séculos a sofrer alterações que se vejam.
Concordo Professor.
ResponderEliminarGrande Abraço.
Grande abraço tb Ricardo.
ResponderEliminarPessimismo?
ResponderEliminarNão é bem isso. As sociedades sempre foram assim; essa coisa da imaturidade da psique é permanente
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