sexta-feira, 18 de novembro de 2011

a adulta

 


 


Passei pelo blogue "de rerum natura" e apanhei com o post "incultura" que se refere aos alunos universitários. Li o texto e os comentários. Aconselho ambos. Um dos comentários é de um dos jovens glosado (para ser brando) no texto como inculto. Já uma vez, aqui, fiz referência ao despropósito com que se desconsideram os nossos jovens.


 


Tenho idade e experiência suficientes para afirmar que, mesmo sem evidências empíricas, as nossas gerações têm sido paulatinamente mais informadas; mesmo entre os professores. Não gosto de amesquinhar quem quer que seja e custa-me ver professores a fazê-lo a alunos. Por vezes, aponta-se o dedo a um erro de dimensão variada para esconder as próprias insuficiências; como se errar não fosse crescer e como se fosse possível falhar sem tentativa e exposição. São sinais de uma sociedade doente; a adulta.

5 comentários:

  1. Os comentários têm origem num apontamento de reportagem à porta das universidades em Lisboa, se não me engano. Parece-me muitas vezes que apontamentos caricatos deste género são bons de mais para ser verdade - é uma ignorância demasiado forçada. E não me espantaria que os jornalistas (que, note-se, se prestam a este tipo de serviço) tivessem ido à procura de uma história específica e tivessem seleccionado os entrevistados à medida das intenções. Jovens a dizer que a capital dos EUA é Washington não proporciona espectáculo de televisão.

    ResponderEliminar
  2. Os meus sinceros parabéns por este post! Como o Paulo disse "aponta-se o dedo a um erro de dimensão variada para esconder as próprias insuficiências", o que permite estas desconsiderações pelos jovens.

    Como jovem queria também agradecer-lhe pelo post. Ajuda-nos a todos a reflectir se a frase várias vezes repetida "esta geração não percebe nada, não quer nada" é ou não verdade. Eu discordo dela; vejamos, hoje as gerações estão cada vez mais informadas, o acesso à informação é cada vez mais rápido e completo, tal como disse o Paulo.

    Claro que "fazendo corte e costura" pode-se passar a imagem que esta geração não quer nada; mas também se poderia aplicar o mesmo processo e passar a imagem que esta geração sabe bastante e preocupa-se (se calhar até dava dava menos trabalho a edição, quem sabe...).

    Desde pequenino que oiço "errar é humano", "aprende-se fazendo e errando", e é esse o caminho natural da evolução de um ser humano, ou tal como disse o Paulo, "como se errar não fosse crescer e como se fosse possível falhar sem tentativa e exposição".

    Se os jovens não se interessassem respondiam sempre às perguntas com "se sabe porque é que pergunta!"

    Há jovens que se interessam! Eles andam aí! Então o que se passa? Parafraseando o Paulo, "são sinais de uma sociedade doente; a adulta".

    ResponderEliminar
  3. Obrigado Ivo. Às vezes perguntam-me se gostava de nascer outra vez. Claro que gostava. Mas acrescento uma condição: o disco rígido a zero, mas com a certeza que reencontraria os meus amores e os meus amigos.

    Sei que é um dia especial e renovo por aqui os sinceros parabéns.

    ResponderEliminar