A construção de sociedades meritocráticas criam o vício da exclusão e nunca li ou ouvi: temos de encontrar os incompetentes a começar por mim. Os universos organizativos são pluridimensionais e apenas nos mais restritos ou competitivos se pode aplicar a máxima da substituição imediata dos insuficientes. Os outros, não esqueçamos. E o mais humano, e triste, é classificar-se a insuficiência como voluntária.
O difícil é pegar numa organização e fazê-la crescer com os que existem e criar modelos organizacionais que permitam que cada um dê o melhor de si. É como com os países: de nada vale subsitiuir os portugueses pelos filandeses se os mecanismos que nos empurraram para onde estamos não se alterarem.
Andamos há anos com o discurso da exclusão como sentido único. A fasquia da mobilização nunca terá estado tão baixa e só tem paralelo na ideia de cooperação. Instituímos o medo de existir e o temor-do-dia-seguinte. Fizémos o fácil. Agora que o aperto entrou em escalada, nem será preciso o passo em frente: basta ficar no mesmo sítio que o redor indicará o vazio.
Este post deixa-me com os miolos a arder, de tão hermético que me parece!
ResponderEliminarOnde pretende chegar?
À organização na escola?
À organização na política?
À organização na Europa?
À adesão/não adesão à greve geral que se avizinha?
À...............?
Será que já tenho o cérebro em modo "fim de semana" para o post me suscitar tantas dúvidas?
Ou será que suscitar muitas dúvidas é o objectivo do post?!
Fez-me rir Ana.
ResponderEliminarNem seque pensei na greve geral. Tinha o post no cérebro há dias quando ouvi um governante dizer que temos de mobilizar os professores. Pensei tb no país. O discurso, desde há nos, tem sido o de "apanhar" e excluir os piores. Foi de tal modo que os níveis de mobilização se nivelaram por baixo. E isso aplica-se às diversas organizações e nos mais diversos níveis.
Tenho ideia que cada vez mais se afirmará a ideia do salve-se quem puder, que é o contrário de qualquer desejo de mobilização e cooperação. Certo agora?
Mobilizar? Só se for para os por no olho da rua...
ResponderEliminarAh pronto!
ResponderEliminarAndei perto de algumas dessas ideias (isto é para não me sentir tão... tão... tão... claro!).
O que é espantoso é que esse empenho em apanhar e excluir os piores, como diz (e bem!), preconizado de há anos a esta parte, anda a par com o esforço por nivelar por baixo.
Exacto.
ResponderEliminarMais uns sorrisos, Ana. Isso: se tanto nivelámos por baixo, estamos à espera do contrário?
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