O actual PS está num imbróglio. Gostariamos de acreditar que está convictamente em estado de dúvida. Precisa de se libertar da herança desastrosa de Sócrates sem o assumir de forma veemente no âmbito interno e está aprisionado pela austeridade que nos domina e que foi assinada com a Troika. José Seguro disse que se ia abster com violência no orçamento. Foi um bocado cómico. Há quem aponte caminhos, num texto notável de José Luiz Sarmento que pode ler no link indicado e que voltarei a postar amanhã.
Os tempos não são fáceis para a oposição. Tenho ideia que se terá de combinar sabiamente uma qualquer responsabilidade mainstream com a descoberta de novos caminhos que eliminem a ideia de empobrecimento-sem-mais. De uma coisa podemos estar seguros: não estamos no fim da história e quem não contrariar a deseperança será politicamente irrelevante.
Por isso ele se abstém...
ResponderEliminarCapitulação? Não,que ideia...
É o que parece
ResponderEliminarA que partido pertencia António José Seguro quando o governo socialista reduziu de 5 a 10% os salários dos funcionários públicos em Janeiro de 2011?!
ResponderEliminar"...quem não contrariar a desesperança será politicamente irrelevante."
Esta estratégia pode resultar para um grande número de cidadãos eleitores, mas não se traduzirá se não em descrédito junto de todos os que têm memória e espírito crítico e que não se revêem na demagogia destes políticos sem pudor nem vergonha, apenas com verborreia gratuita e ambição desmesurada.
A corrupção, o amiguismo, a capitulação, a falta de ideais que José Luiz Sarmento denuncia há muito que andam a par com a ocupação do poder, como se não fosse possível ter poder e ser incorruptível.
De facto, os tempos só são fáceis para a oposição que nunca constituiu governo, quaisquer que sejam os disparates que apregoe.
Já não sei se há remédio para este triste fado...
É, "Já não sei se há remédio para este triste fado...".
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