Já enunciei que não confio no ex-guru do subprime António Borges. Não sou dado a teorias da conspiração, mas este actual director do FMI para a Europa tem uma coisa em comum com Mario Draghi (presidente do Banco Central Europeu), Mario Monti (primeiro ministro italiano) e Lucas Papademos (primeiro ministro grego) - foram todos funcionários da Goldman Sachs.
Há mais sinais preocupantes para as democracias europeias. Em Itália, o governo forma-se para agradar aos "mercados" e, segundo Fabrizio Tassinari, "(...) 22% dos italianos não encontram grandes diferenças entre um sistema de governo autoritário e um sistema de governo democrático (...)". Sem querer entrar num registo muito pessimista, diria que vamos dando passos, e que passos, em direcção a uma tragédia.
Mário Monti é um dos conselheiros internacionais da Goldman Sachs. Vai agora acumular três salários? Evidentemente que vai ou não fosse ele jesuita. O que acho curioso é que a banca internacional se lance agora abertamente a pôr fundamentalistas no poder. Depois de porem os fundamentalistas no poder na Líbia, metem agora no governo de um Estado laico fundamentalistas católicos, caso de Monti e do novo ministro da Cooperação Internacional da Itália o fundador da Comunidade de Santo Egidio, Andrea Riccardi. Esta crise planificada será longa e terá uma luta muito longa para evitarmos que nos imponham uma Nova Ordem.
ResponderEliminarA democracia está morta, Paulo.
ResponderEliminarPior ainda. Em muitos casos conseguiu-se matar a democracia e o republicanismo. Agora temos as tecnocracias económicas onde não se escolhe quem se quer mas quem nos dizem para escolher. Já não se representa o povo, o que é "publico", mas sim os grupos financeiros. É que nem são já os grupos económicos, são só os financeiros.
Por que será que António Borges pediu hoje demissão do cargo de director do FMI para a Europa?!
ResponderEliminarOnde obteve a informação Ana?
ResponderEliminarHá meia dúzia de minutos, no noticiário da TVI ou da SIC... [Agora é que estou baralhada, pois andei a fazer zapping de um para o outro, mas aposto mais na TVI, porque me ficou na cabeça a voz forte do pivot da TVI a dizer que acabaram "de receber a notícia de última hora de que António Borges pediu demissão do cargo de director do FMI..." Assim, curto e grosso, sem mais quaisquer desenvolvimentos e precisamente ao mesmo tempo que eu lia este post. Que coincidência!]
ResponderEliminarObrigado Ana. Já vi. Dizem que foi por razões pessoais e não fi um post porque respeito os possíveis problemas pessoais ou familiares. Mas pensei: querem ver que estão a preparar o nosso Mário Monti?
ResponderEliminarSeria o assalto final ao castelo!
ResponderEliminarNão me passou despercebido...Nada acontece por acaso...
ResponderEliminarSe bem se lembram, há uns pouco anos, António Borges regressou como um guru do suprime que vinha para primeiro-ministro...
ResponderEliminarConcordo com a sua decisão e prudência, como tenho concordado com os seus pensamentos que aplaudo.
ResponderEliminarContudo, como sou muito menos "pura" nas minhas avaliações políticas (embora de trazer por casa, confesso!), pergunto-me se as razões pessoais de António Borges se resolverão rapidamente em terras lusas e/ou até que um Monti à portuguesa deva surgir em cena... Quando é que não sei ao certo, mas desconfio que possa não tardar muito, agora que a Troika até recomenda cortes salariais para o sector privado, tão do desagrado do governo.
E fico ainda mais assustada ao imaginar a proliferação de MONTI' s (aos montes) por esta Europa fora, sem qualquer sufrágio popular e do agrado do Reich da era contemporânea... Credo!
Até já tinha o post feito. Mas pensei: que raio: e se a pessoa tem mesmo um qualquer problema grave? Mas como estamos a manifestar as opiniões por aqui, pareceu-me suficiente. Subscrevo Ana e até o escrevi num post mais abaixo.
ResponderEliminarÉ. Muito bom Ana, obrigado. Assustador, convenhamos.
ResponderEliminarQue carago, a coisa está a ficar preta! Só nos faltava mais essa!
ResponderEliminarO Norte que ACORDE, carago.
ResponderEliminarCOINCIDÊNCIAS???
ResponderEliminar"Em muitos casos conseguiu-se matar a democracia e o republicanismo."
«Os dois feriados não religiosos que o Governo vai propor extinguir são o 5 de Outubro – Dia da Implantação da República e o 1 de Dezembro – Dia da Restauração da Independência, avança a Rádio Renascença, sem indicar fontes.»
Que tempos Ana. Essas opções dão mesmo que pensar.
ResponderEliminarJoão Duque, um daqueles gurus que algum anti-socratismo primário elevou a qualquer coisa e a quem o novo poder deu uma chucha para se sentir mais importante.
ResponderEliminar‘Se [o Governo] quiser manipular mais ou manipular menos, opinar, modificar, é da sua inteira responsabilidade, porque estamos convencidos [de] que o faz a bem da Nação, porque foi sufragado e foi eleito para isso.’
Estas declarações foram proferidas no Fórum TSF de ontem e andam a fazer furor na blogosfera próxima do PS que era e ainda está, a começar pelo Jugular.
Não vale a pena elaborar muito a coisa e desta vez há que ser claro, curto e grosso, usando argumentos a que raramente recorro: isto é um argumento de tipo ditatorial, fascista mesmo, apesar de evocar o sufrágio (Hitler também foi eleito).
Quanto ao mais, apenas assinalar que o poder que está teve de arrumar os excedentários candidatos a ministros ou a qualquer coisa. A este deram-lhe um grupo de trabalho que produziu um documento que tem partes que parecem um sub-capítulo do livrinho mais recente (e muito melhor escrito) do Eduardo Cintra Torres.
A outro, também caracterizado num passado recente por declarações meio disparatas, deram-lhe a presidência da AICEP. O mesmo cargo que deu brado quando serviu ao PS para arumar um Basílio horta em trânsito atrasado da direita para a “esquerda”, qual sucedâneo de Freitas do Amaral.
Em tempos, isto faria insurgir os 31′s e seria um 31 para os insurgentes.
Mas como a maior parte deles é responsável pelo “pensamento” do poder que está, estão caladinhos não lobrigando que a vergonha agora é equivalente da pretérita.
A bem da Nação, há que começar a preparar a limpeza destes, como outrora foi necessário, com prazo folgado, tratar da limpeza dos outros.
Cada vez se distinguem menos e o benefício de alguma dúvida escoa-se perante declarações destas.
Mais valia João Duque ser vazio de substância, pois a que demonstra ter, quando deixada à solta, é algo que chega a envergonhar quem a ouve ou e.
Ficamos haver no que isto dá. Mas não vai dar nada de bom.