sexta-feira, 18 de novembro de 2011

do fácil

 


 


A construção de sociedades meritocráticas criam o vício da exclusão e nunca li ou ouvi: temos de encontrar os incompetentes a começar por mim. Os universos organizativos são pluridimensionais e apenas nos mais restritos ou competitivos se pode aplicar a máxima da substituição imediata dos insuficientes. Os outros, não esqueçamos. E o mais humano, e triste, é classificar-se a insuficiência como voluntária.


 


O difícil é pegar numa organização e fazê-la crescer com os que existem e criar modelos organizacionais que permitam que cada um dê o melhor de si. É como com os países: de nada vale subsitiuir os portugueses pelos filandeses se os mecanismos que nos empurraram para onde estamos não se alterarem.


 


Andamos há anos com o discurso da exclusão como sentido único. A fasquia da mobilização nunca terá estado tão baixa e só tem paralelo na ideia de cooperação. Instituímos o medo de existir e o temor-do-dia-seguinte. Fizémos o fácil. Agora que o aperto entrou em escalada, nem será preciso o passo em frente: basta ficar no mesmo sítio que o redor indicará o vazio.

6 comentários:

  1. Este post deixa-me com os miolos a arder, de tão hermético que me parece!
    Onde pretende chegar?
    À organização na escola?
    À organização na política?
    À organização na Europa?
    À adesão/não adesão à greve geral que se avizinha?
    À...............?
    Será que já tenho o cérebro em modo "fim de semana" para o post me suscitar tantas dúvidas?
    Ou será que suscitar muitas dúvidas é o objectivo do post?!

    ResponderEliminar
  2. Fez-me rir Ana.

    Nem seque pensei na greve geral. Tinha o post no cérebro há dias quando ouvi um governante dizer que temos de mobilizar os professores. Pensei tb no país. O discurso, desde há nos, tem sido o de "apanhar" e excluir os piores. Foi de tal modo que os níveis de mobilização se nivelaram por baixo. E isso aplica-se às diversas organizações e nos mais diversos níveis.

    Tenho ideia que cada vez mais se afirmará a ideia do salve-se quem puder, que é o contrário de qualquer desejo de mobilização e cooperação. Certo agora?

    ResponderEliminar
  3. Mobilizar? Só se for para os por no olho da rua...

    ResponderEliminar
  4. Ah pronto!
    Andei perto de algumas dessas ideias (isto é para não me sentir tão... tão... tão... claro!).

    O que é espantoso é que esse empenho em apanhar e excluir os piores, como diz (e bem!), preconizado de há anos a esta parte, anda a par com o esforço por nivelar por baixo.

    ResponderEliminar
  5. Mais uns sorrisos, Ana. Isso: se tanto nivelámos por baixo, estamos à espera do contrário?

    ResponderEliminar