Por insignificante que seja, uma alteração pode revelar tendências. É o que devemos retirar de um detalhe da proposta governativa de gestão escolar.
O princípio da eleição dos coordenadores de departamento, e mesmo das outras chefias intermédias, é um passo demonstrativo do que acabei de afirmar. Temos de ter esperança que, um dia, outras se seguirão. É a democracia que faz avançar as organizações e a sensatez, em regra, impõe-se.
É evidente que a epifania da eleição apenas se efectuar para três pessoas indicadas pela direcção tem substância risível que revela a tortuosidade que nos levou para a bancarrota.
Muito do eduquês, do justicês, do economês e por aí fora são ramificações dessa família. O medo, a desconfiança, a insegurança e o oportunismo constroem soluções dessa índole; juntas, conseguem registos incompetentes, atávicos e de má despesa.
Também não me surpreendeu uma contraproposta, com grau de parentesco com a do governo, do tipo "consensual": o departamento indica dois e a direcção outros dois. É a tortuosidade referida de novo em acção. A democratite, a democracia em forma de farsa, a ligar o complicómetro-despesista. Repare-se: o departamento elege dois, a que se somam mais dois para nova eleição. É. Na nossa democracia, o produto de dois mais dois também dá cinco; e vezes demais.
Um triste fado o nosso, bem denunciado neste texto. Mas concordo que o sinal positivo evidencia-se como uma esperança para os professores dignos.
ResponderEliminarmuito bom... bons sinais...
ResponderEliminarQuero acreditar que a qualquer momento isto muda tudo.
ResponderEliminarEste teu post está com imensa piada, contrariamente a estas propostas que são ridículas. A do 2+2 ainda mais ridícula que a do 3.
Bjo
Bjo Isabel.
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