O emprego para toda a vida é monótono e já não existe. Há pelo menos três décadas que pessoas bem instaladas desenvolvem esta epifania Friedmaniana, que só é humana com estados sociais ricos. É um discurso assinado pelos que vão trocando de lugares, por influência no ambiente dos empregos mais endinheirados, e que já ganharam o suficiente. Esta imposição aos outros de um modo de vida tem um objectivo primeiro: precariedade, ausência de carreiras e eliminação da classe média. Os resultados também se vão acentuando: excessiva mobilidade, abandono das pessoas da terceira idade e quebras da natalidade. Sabemos que a globalização é incerta e que isso se reflecte no mercado de trabalho. Deveria exigir, portanto, as políticas possíveis de estabilidade e não o contrário.
Desta vez foi um não sufragado de forma directa e universal a chocar a Itália. Mário Monti é mais um impositor de estilos de vida.
No Norte lebam com o chuço, carago.
ResponderEliminar