Os defensores da empreitada parque-escolar-sa refugiam-se nos números da derrapagem. Insistem em fazer a prova matemática de que o espalhanço não foi da dimensão que é anunciada. Apesar de Paul Krugman os ter desiludido quando afirmou recentemente que os economistas foram um falhanço, teria sido melhor que tivessem estudado economia em vez de matemática.
Há atributos essenciais à compreensão do descalabro que não devem ser ignorados e o eleitoralismo ocupa um lugar destacado. Se é certo que o edificado da rede escolar carecia de melhorias, o que se fez pode ser nivelado por uma monarquia das arábias e é um retrato do despesismo que nos desgraçou para as próximas décadas. Estamos numa encruzilhada. O investimento na atmosfera organizacional e relacional das organizações, e nos meios nucleares aos seus propósitos, continuam subalternizados em relação à despesa sem retorno e com "impossibilidades" de manutenção.
nunca aprenderão?
ResponderEliminarNão aprendem e não têm vergonha.
ResponderEliminar"Sérgio Monteiro, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Economia sobre a questão da Lusoponte, indicou hoje que os contratos de concessão rodoviária com a Mota-Engil não tinham risco para o Estado mas foram alterados, em 2010, para acomodar eventuais alterações na carga fiscal.
ResponderEliminarO mesmo terá sucedido com os acordos de reequilíbrio financeiro relativos à Lusponte, que também incluem as salinas do Samouco e a reclassificação dos monovolumes de classe 2 para classe 1, indicou o secretário de Estado."
...só para completar a notícia (e antes que comecem as laranjinhas todos a berrar "a culpa é do sócrates!"): a concessão da Lusoponte foi assinada em 1994 por Ferreira do Amaral do PSD (então ministro das Obras Públicas). Ferreira do Amaral é hoje administrador da Lusoponte. A concessão foi revista em 2000 por Jorge Coelho do PS (então ministro das Obras Públicas). Jorge Coelho é hoje CEO da Mota-Engil, que é um dos maiores accionistas da Lusoponte. só à laia de exemplo mas chega para mostrar q no caso das atribuições de culpa nos grandes negócios das PPPs (como em tantas outras asneiras cá da nação) não se destingue PS de PSD.
...
Vota em quem?
ResponderEliminarInterrogação humorada, se me permite :)
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