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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

da história da economia

 


 


 



"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."


 


 


Paul Krugman,


New York Times


de 2 de Setembro de 2009.



 

sábado, 26 de novembro de 2016

actual, sete anos depois

 


 


 



"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."


 


 


Paul Krugman


New York Times


2 de Setembro de 2009


 


 


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quarta-feira, 30 de março de 2016

chegou mesmo ao fim ou há fanatismos mais fanáticos do que os fanatismos mais fanáticos?

 


 


 



"Os debates económicos raramente terminam com uma derrota técnica. Mas o grande debate político dos últimos anos, entre keynesianos (que defendem a manutenção, e até aumento, dos níveis de despesa pública em contextos de recessão), e os austeritários (que pugnam por cortes imediatos na despesa), está - pelo menos no plano das ideias - a chegar ao fim. No ponto em que estamos, a perspectiva austeritária implodiu: não só todas as suas previsões falharam por completo quando confrontadas com a realidade, como a própria investigação académica, invocada para suportar essa doutrina, acabaria por se revelar repleta de erros e omissões e feita com estatísticas duvidosas.(...)"



 



Post de Paul Krugman (The New York Times) de 25 de Abril de 2013.


segunda-feira, 14 de março de 2016

repitamos

 


 


 


 


Por mais que Draghi reme contra a corrente, as imparidades (executável inferior, muito neste caso, ao escriturado), desnudadas em 2007, transformam crescimentos económicos em "pagamento" de dívidas soberanas que requerem reestruturação ou consolidação; no segundo caso creio que só se houver vida em Marte. É um círculo vicioso que o tempo não resolve. A bancocracia absorve as "ofertas" do BCE e nada sobra para a economia.


 


Insistir no retratado na imagem, só acelera várias expressões: "luta de classes", "este capitalismo de saque é uma ofensa ao capitalismo", "a classe dos super-ricos está a fazer a guerra e a ganhá-la", "austeridade ruinosa a favor de uma minoria", "a desigualdade é uma escolha política", "os EUA exportaram o seu modelo de corrupção" e podia ficar a tarde toda a escrever, e a repetir, expressões que não são de radicais de esquerda nem nada que se aproxime. É só pesquisar. 


 


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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

as expressões-chave do caso Banif?

 


 


 


"Luta de classes", "este capitalismo de saque é uma ofensa ao capitalismo", "a classe dos super-ricos está a fazer a guerra e a ganhá-la", "austeridade ruinosa a favor de uma minoria", "a desigualdade é uma escolha política", "os EUA exportaram o seu modelo de corrupção" e podia ficar aqui a noite toda a escrever expressões-chave deste ultraliberalismo (ou totalitarismo) que capturou os estados e o poder político e que tenta convencer as pessoas que é o fim da história. As expressões que escrevi não são de radicais de esquerda nem nada que se pareça. É só pesquisar. É evidente que as imparidades (executável inferior, muito neste caso, ao escriturado) desnudadas com a crise de 2008 (o auge deste radicalismo e que não tem solução pela mão da bancocracia que o criou) estão a ser pagas pelo aumento das dívidas públicas da forma retratada pela imagem.


 


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domingo, 20 de dezembro de 2015

FMI testa a democracia e a paciência das pessoas

 


 


 


"As falhas dos programas da troika são assumidas pelo próprio FMI que assume que teria sido melhor fazer uma reestruturação das dívidas públicas demasiado elevadas como a portuguesa", destaca o Público. E podemos recordar outros trios com argumentos na matéria: dois Nobel, Stiglitz e Krugman, e um a caminho, Piketti, adivinharam a tragédia lusitana sustentada por trios de colossos incompreendidos: Medina Carreira, Camilo Lourenço e Gomes Ferreira (César das Neves como suplente) ou PaFistas, Cavaquistas e "Compromisso Portugal". Do último trio espera-se que não reneguem o legado "além da troika e destruição criadora". Tragédias que a história explicará.


 


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

"A desigualdade é uma escolha política", disse ontem Stiglitz

 


 


 


"A desigualdade é uma escolha política", argumentam StiglitzKrugman e Piketti que assim contrariam economistas métricos e incompreendidos como Passos Coelho, Maria Luís, César das Neves, Camilo Lourenço, Gomes Ferreira, Medina Carreira e Pedro Arroja. É injusto que o mundo conhecido despreze a sapiência destes lusitanos que remetem toda a sua fulminante erudição para um-quarto-de-folha-A4 de economia doméstica (das donas de casa, como derrapam em vocabulário petrificado).


 


Stiglitz, ontem na Gulbenkian, voltou a ser taxativo: "A desigualdade é uma escolha. Uma escolha que não é feita pelos mais pobres mas pelos nossos sistemas políticos”, afirmou, recordando o que foram os passos políticos dados nos Estados Unidos durante os anos 80 do século passado e que conduziram ao agravamento das desigualdades, tanto de riqueza e rendimento como de oportunidades."


 


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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

krugman antes do caso bes

 


 


 


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"Em Portugal houve muito crédito ao privado, mas não é fácil explicar exatamente porquê", disse Paul Krugman, o economista contra a austeridade, que esteve por cá em 26 de Fevereiro de 2012. Considerou-nos um país difuso e "(...)com uma história mais difícil de contar do que a da Grécia, Espanha e Irlanda. Portugal não estava assim tão mal em termos orçamentais, mas também não teve um surto de preços imobiliários". O prémio Nobel em 2008 talvez soubesse pouco do BPNBPP, BANIF e afins. Mas se lhe perguntarem agora, e lhe detalharem o caso BES, Krugman explicará exactamente.



 


 


 


terça-feira, 30 de junho de 2015

quatro insuspeitos divergem

 


 


 


Paul Krugman e Joseph Stiglitz, norte-americanos distinguidos com o Nobel da economia, defendem o não no referendo grego. Cavaco Silva e Passos Coelho, portugueses que também estudaram economia, nem precisam de declarar o lado que apoiam. Francamente: desejo que Portugal não perceba tarde demais o efeito dos seus incompreendidos representantes.


 


A seguinte observação não é ensinada em todos os cursos de economia e é pena: é inigualável a grandeza de quem não se verga para não perder a liberdade.

sábado, 27 de junho de 2015

Há quem deseje um final "desastroso" para a crise grega?

 


 


 


 


O prémio Nobel Paul Krugman diz que sim e arrasa os credores, em especial o FMI. Tese semelhante é defendida por Dominique Strauss-Khan que assume "os erros cometidos pelo FMI na Grécia".


 


A disputa continuou ontem com uma surpreendente jogada de Alex Tsipras, que demonstra uma determinação "muito menos bom aluno" do que os países do sul da Europa que foram sugados pela troika. A resposta grega de referendo, "como resposta a um "ultimato" dos parceiros europeus e da troika", inclui o respeito pelo resultado da consulta. Parece um lance importante. Aconteça um não ou um sim, o Governo grego faz prevalecer a democracia, legitima-se e reforçará a resposta recente de Tsipras ao presidente do Conselho Europeu: "não é avisado humilhar um povo". Veremos se conseguirá uma inflexão da UE.


 


EUA e China assistem preocupados. Os norte-americanos voltam a exigir sensatez a Merkel numa altura em que a intervenção da Rússia nos Balcãs é ainda mais "solicitada" e em que a instabilidade no mediterrâneo parece em escalada imparável. A China defendeu há pouco "a continuação da Grécia na zona euro, mostrando-se disponível para "contribuir" para uma solução para a crise".


 


Começa a ser difícil encontrar observadores externos que defendam as teses da maioria do Eurogrupo e percebe-se o nervosismo radical do pessoal além da troika.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Tal Sócrates, tal Passos

 


 


 


 


Foi em Paris que Sócrates afirmou que o pagamento das dívidas era uma história para ser contada às crianças. Passos Coelho afirmou hoje que as pospostas do Syriza são "contos para crianças". Embora em ângulos opostos, os dois últimos primeiro-ministros testemunham o azar português.


 


E já que se fala em contos, Paul Krugman considera mais realistas as propostas gregas do que o que tem ocorrido na Europa da troika.


 


 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

da economia - quase seis anos depois

 


 


 



"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."


 


 


Paul Krugman


New York Times 


de 2 de Setembro de 2009.



 


 


 

terça-feira, 17 de junho de 2014

5 anos depois e estamos no mesmo sítio

 


 


 


 


 


 


 



 


 


 


 


"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."


 


 


Paul Krugman


New York Times


2 de Setembro de 2009


 


 


 


 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

krugman acusa durão barroso

 


 


 


 


 


Em Sintra, Krugman concluiu que a zona euro está em "estado de negação". O economista aludiu à gravidade da possível deflação na Europa e acusou a Comissão Europeia da promoção de políticas erradas, nomeadamente em Portugal.


 


Por sua vez, Durão Barroso responsabiliza os Governos pelo estado a que chegámos. Ou seja, onde está o discurso triunfalista da campanha eleitoral? Afinal, ninguém discorda que estamos em plano inclinadíssimo e com políticas erradas.


 


 



 



 


 


 


 

sábado, 10 de maio de 2014

estávamos iludidos com a nossa revolução

 


 


 


 


A luta de classes está num pico, como há muito sublinham Joseph Stiglitz e Warren Buffett (um Nobel e um super-rico). A estes dois exemplos mais conhecidos, acrescenta-se Thomas Picketty com o seu livro "Capital no século XXI" que Paul Krugman classificou como o livro mais importante do século XXI. Nós estávamos iludidos com a nossa revolução e o PREC-em-curso-de-sinal-contrário promete recolocar as nossas desigualdades a um nível impensável.


 


A crónica de Clara Ferreira Alves, hoje na revista do Expresso, é sobre o livro do economista francês e retirei um pedaço.


 


Para além de tudo o que vai ler e que se pode escrever sobre o assunto, existe um dado que devia fazer reflectir quem opina sobre Educação: os rankings internacionais das universidades vivem, em grande parte, da capacidade de atracção de financiamento. Harvard, e outras escolas norte-americanas, são imbatíveis e os seus financiamentos explicam o preço das desigualdades que caminha para o maior pico da história. Em Portugal, e como sabemos, tem-se governado em direcção ao abismo e os últimos três anos foram em passada larga. Estávamos convencidos da irreversibilidade do caminho trilhado depois de Abril; mas não, a democracia é uma construção diária e contínua.


 


 


 



 


 


 


 


 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

4 anos depois e estamos no mesmo sítio

 


 


 


 


 


 


 


 


"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."


 




Paul Krugman


New York Times


2 de Setembro de 2009









segunda-feira, 27 de maio de 2013

e não é professor no nosso país

 


 


 


 


Paul Krugman diz que é inaceitável o que os portugueses estão a passar e tem razão. O grupo profissional que conheço melhor, os professores, estão há anos a sofrer de forma injusta os desvarios da ideologia vigente. É impressionante a angústia que se instala nos finais de ano lectivo e Paul Krugman seria ainda mais contundente se conhecesse os detalhes. Este é mais um final-de-ano-chave. Se os professores, e as suas organizações, não fizerem da união um factor inalienável podem esperar tudo.


 


 


 


segunda-feira, 29 de abril de 2013

a solução dos 1%

 


 


 


 


O blogue "A estante" publicou uma tradução de um post de Paul Krugman (The New York Times) de 25 de Abril de 2013.


 


"Os debates económicos raramente terminam com uma derrota técnica. Mas o grande debate político dos últimos anos, entre keynesianos (que defendem a manutenção, e até aumento, dos níveis de despesa pública em contextos de recessão), e os austeritários (que pugnam por cortes imediatos na despesa), está - pelo menos no plano das ideias - a chegar ao fim. No ponto em que estamos, a perspectiva austeritária implodiu: não só todas as suas previsões falharam por completo quando confrontadas com a realidade, como a própria investigação académica, invocada para suportar essa doutrina, acabaria por se revelar repleta de erros e omissões e feita com estatísticas duvidosas.(...)"

terça-feira, 9 de abril de 2013

das escolhas

 


 


 


Passos Coelho, quiçá inspirado no modelo ultraliberal de Singapura (um paraíso fiscal para a corrupção que é severíssimo nos costumes com os fracos), acreditou que tinha a oportunidade histórica de aplicar um inédito Estado mínimo.


 


O seu radicalismo ideológico levou-o a afirmar, em Abril de 2010, que reveria a constituição antes das presidenciais e que iria para além da troika e do memorando. Não conseguiu a tal revisão, mas aplicou 70% dos passos da revolução preferida dos ultraliberais. O resultado é um flagrante falhanço.


 


Passos Coelho não tem condições para impor o que quer que seja à troika e ao eurogrupo. Se tivesse a consciência democrática bem apurada e respeito pela história de um país que raramente foi endinheirado, demitia-se e não continuava condicionado pelos seus patrões.


 


Paul Krugman fez o que prometeuvoltou à sua tese sobre a descida dos juros na Europa e é arrasador para os ultraliberais que governam o velho continente e Portugal. Para o Nobel da economia não há qualquer relação entre a austeridade e essa descida e publicou um gráfico favorável para a situação portuguesa. Mas diz mais.


 


“Esta descida dos juros não tem nada a ver com a austeridade”, sustenta Krugman no seu blogue no New York Times, atribuindo-a, antes, à intervenção do BCE na compra de dívida soberana dos países em dificuldades, nomeadamente Portugal.


Neste contexto, o economista critica a Comissão Europeia – que, na segunda-feira, elogiou a determinação do Governo português em prosseguir a política de austeridade apesar do ‘chumbo’ do Tribunal de Constitucional a algumas das medidas impostas – quando esta reclama para si e para a sua política os créditos desta descida dos juros das dívidas soberanas e alega que um abrandamento da austeridade levará a nova escalada.


Para Paul Krugman, esta posição da Comissão resulta do facto de a descida dos juros da dívida ser “o único resultado positivo que tem para apresentar após três anos de austeridade”(...)."







o que é que estará a mudar?

 


 


 


Muitas vezes, o medo de se ter medo leva a que se paralisem os mecanismos democráticos. O medo apodera-se tanto de invasores como de invadidos, embora só no rescaldo uns e outros se apercebam da condição transversal desse sentimento humano.


 


Perante a agressividade dos invasores, os invadidos têm que se dar ao respeito. Foi isso que Paul Krugman disse ontem aos portugueses e é também isso que os invadidos fazem quando promovem, por exemplo, grandes manifestações. É frequente que o medo dos invadidos surpreenda os invasores que, por sua vez, estavam temerosíssimos da sua condição.


 


Quem é que tem mais medo se o programa português em curso cair na rua?


 


Standard & Poors garante que decisão do TC "não terá impacto imediato" no rating de Portugal