domingo, 4 de março de 2012

arne duncan



 


 


Arne Duncan, o secretário de Estado da Educação do Governo de Barack Obama, começou o mandato com umas ideias próximas das praticadas em Portugal pelos últimos governos do partido socialista, embora estas comparações sejam sempre abusivas.


 


Surpreendeu-me esta entrevista. Para além de ter abandonado esse registo, o novo caminho contraria com veemência a lógica de essenciais de Nuno Crato e diz que um dos principais problemas do sistema escolar norte-americano passou pela desvalorização dos professores, que vão da sua subalternização nas decisões sobre a vida das escolas às questões salariais.


 



 

7 comentários:

  1. Segundo percebi numa entrevista à secretária de estado da educação da administração Bush, o programa "No child left behind" incluía testes anuais para garantir que as aprendizagens essenciais não eram deixadas para trás. Não compreendo as objeções a esse programa. Se concordamos que os nossos alunos devem dominar esses conhecimentos..., pois que se teste. Também não vejo um recuo explícito nas palavras deste secretário de estado. De resto, lembro que estamos num nível federal, com intervenções na macroestrutura. Nada do que aqui se diz, se refere à administração das escolas e à contratação de professores, coisa que respeita aos estados e às comunidades locais.

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  2. Como CEO das escolas públicas de Chicago, cargo a que acedeu após uma carreira no privado e por escolha do governador, a Dunkan foi recusado pelos críticos que a melhoria de resultados nos testes das escolas de Chicago seja resultado da sua administração.
    O programa Race to the top estimula o aparecimento de escolas públicas independentes que irão inevitavelmente substituir muitas outras.
    O tipo de contrato entre o estado e as charter schools lembram os dos colégios portugueses que se dedicam ao ensino público em Portugal, apenas com a diferença que a escolha de escola pertence aos pais.
    O financimento para a escola depende do cumprimento de critérios que incluem os testes que referi. Por isso, muitas escolas fazem batota nas notas, já que quase ninguém consegue cumprir as exigências do No Child left behind.
    A generalidade dos sindicatos de professores está contra os testes assim como contra as Charter Schools e o Race to the Top.

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  3. Para já, parece-me ser um filho desse ninho que dá pelo nome de sociologia da educação.

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  4. Concordo. Por isso escrevi que as comparações são sempre abusivas. Vi a alteração em relação à culpa dos professores e ao monstro da avaliação do desempenho. Claro que ninguém ousa contestar que se testem dois ou três saberes, o que me surpreendeu foi o discurso virado para a escola total ser feito de forma tão convicta.

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  5. Isso. As charter school estão a ser muito contestadas. A reinvencao (estou no iPad) permanente da roda é um sinal de desorientação das sociedades.

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  6. Onde disse que Duncan tinha sido escolhido pelo governador, fiz um lapso: foi pelo presidente da câmara, isto é, pelo "Mayor" de Chicago. Quem manda nas escolas são os municípios, neste caso, seguramente, o segundo da América, cerca de 5 milhões de habitantes.

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  7. Tinha escrito: "os tipos de contrato ... lembram". Depois pus no singular! Desculpem-me a falha.

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