quinta-feira, 1 de março de 2012

júri especial de recurso

 


 


Passei a tarde de ontem numa Direcção Regional de Educação como membro de um júri especial de recurso no âmbito da avaliação de desempenho de professores. Foi das poucas vezes que tive uma participação formal na coisa Kafkiana e de brutal injustiça, como foi classificada pelo actual primeiro-ministro.


 


Quando, em 2007, o monstro começou a dar sinais, os meus colegas elegeram-me coordenador de departamento curricular. Isso implicava que fosse avaliador e que frequentasse as primeiras acções de formação. Percebi que estávamos em presença de uma coisa monstruosa e fui, ao longo do tempo, tomando posições algo arriscadas e que só a mim me comprometiam.


 


Aceitei a participação formal que ontem se verificou por convite de um professor. Concluo, pela enésima vez, que o modelo de avaliação de professores é um somatório de absurdos que se desenvolve em vários patamares. Por muitos cortes que leve, a injustiça derivada da imensurabilidade dos indicadores não é eliminada. É incompreensível que na nova versão se reconheça que a farsa não pode ter efeitos nos concursos dos professores do quadro, mas que continue a dilacerar a vida dos professores contratados.

4 comentários:

  1. Como percebo e me revejo no que escreve neste post!

    Por isso mesmo, a frase que abaixo transcrevo não devia ter um "mas" no lugar do "e", para que a injustiça seja mais evidente, de tão gritante que é???

    «É incompreensível que na nova versão se reconheça que a farsa não pode ter efeitos nos concursos dos professores do quadro e que continue a dilacerar a vida dos professores contratados.»

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  2. Operacionalizada a sugestão para que as evidências se evidenciem :)

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  3. Já agora pode-me informar quais as competências do Júri especial de avaliação? Tenho de ler legislação sobre isso. Pode dizer-me qual? O Júri pode alterar a nota?
    Um abraço, Teresa

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  4. Boa tarde Teresa.

    Pode escrever-me para o email no topo do blogue. depois conversamos.

    Abraço também.

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