Não me lembro de um ano lectivo em que tenha recebido tantos manuais escolares de promoção acompanhados de guiões para professores (uma espécie de GPS em versão algo atrevida) e de alguma parafernália tecnológica, que vai desde os DVD´s à indicação de links com conteúdos na internet (deve ser para os miúdos que têm o tal de Magalhães). Recebi-os em casa e na escola, e em doses repetidas, e constatei que a desflorestação do país não comoveu quem quer que seja e que o respeito pelos orçamentos familiares parece coisa de nórdicos.
Lecciono uma disciplina que tem um regime facultativo nesta adopção, não deixo de registar com alguma perplexidade esta realidade e acrescento mais uma explicação para o estado de bancarrota a que chegámos associado ao estado de sítio do nosso sistema escolar. Já sei que alguns dirão que são os mercados a funcionar e que a regulação deve ser feita pela consciência dos consumidores.
Para não falar nos vários sms e mail's cheios de promessas (e de garantias) de que agora é que vai ser bom e o sucesso educativo está ao alcance de um clique: basta adoptar aquele "projecto"...
ResponderEliminarsubscrito
ResponderEliminarTenho sérias dúvidas que isto aconteça em mais algum lado, Carlos VC.
ResponderEliminarFinalmente :)
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