E o miúdo, dos seus 10 anos, tirou o terço e rezou enquanto a professora distribuía a prova de aferição de Língua Portuguesa, do 4º ano, realizada, numa escola portuguesa, no dia 9 de Maio de 2012.
Por acaso foi quando acabou a prova. Ele tinha 15 minutos de tempo suplementar e usou-o para rezar. A professora acabara de dizer: "têm ainda mais 15 minutos. Utilizem-no. E ele rezou.
Há meia-dúzia de anos, tive uma experiência parecida: uma aluna de 7º ano punha sempre um terço em cima da secretária quando fazia teste, o que eu achava... esquisito (para não dizer de mau gosto), mas tolerava, em nome da dita liberdade individual.
Até ao dia em que a colega do lado (as secretárias eram duplas) reclamou, logo no início do teste, que não queria aquilo ali tão perto dela, porque tinha medo de ser castigada.
Então, segundo ela, a catequista costumava dizer-lhe(s) que rezar a Deus e pedir sorte nos testes sem ter estudado podia resultar num castigo divino. E tratou de acrescentar logo que a colega do lado devia era ter vergonha, pois também andava na catequese e tinha vindo no autocarro a dizer que não tinha estudado nada.
Pronto, lá se acabou a liberdade individual.
Como estamos num estado laico, era giro se um aluno quisesse ajoelhar-se, virado para Meca, pedindo inspiração e sorte…
... caso em que a senhora professora cuidaria do afastamento das carteiras que fizessem obstrução e a direcção da escola providenciaria de imediato o adequado tapete.
Quanto resto, só se devem tolerar as pulseiras coloridas e as patranhas da Maya.
E não perturbou os colegas?
ResponderEliminarE fê-lo num português correcto?
Nihil obstat.
Sinais vários. Um deles, e não menor, é o de que se vive (ainda) num país livre.
Tenho ideia que não deu para perceber se foi num português correcto.
ResponderEliminarConcordo com a conclusão e com o ainda entre parêntesis.
ResponderEliminarPor acaso foi quando acabou a prova. Ele tinha 15 minutos de tempo suplementar e usou-o para rezar. A professora acabara de dizer: "têm ainda mais 15 minutos. Utilizem-no. E ele rezou.
Há meia-dúzia de anos, tive uma experiência parecida: uma aluna de 7º ano punha sempre um terço em cima da secretária quando fazia teste, o que eu achava... esquisito (para não dizer de mau gosto), mas tolerava, em nome da dita liberdade individual.
ResponderEliminarAté ao dia em que a colega do lado (as secretárias eram duplas) reclamou, logo no início do teste, que não queria aquilo ali tão perto dela, porque tinha medo de ser castigada.
Então, segundo ela, a catequista costumava dizer-lhe(s) que rezar a Deus e pedir sorte nos testes sem ter estudado podia resultar num castigo divino. E tratou de acrescentar logo que a colega do lado devia era ter vergonha, pois também andava na catequese e tinha vindo no autocarro a dizer que não tinha estudado nada.
Pronto, lá se acabou a liberdade individual.
Como estamos num estado laico, era giro se um aluno quisesse ajoelhar-se, virado para Meca, pedindo inspiração e sorte…
... caso em que a senhora professora cuidaria do afastamento das carteiras que fizessem obstrução e a direcção da escola providenciaria de imediato o adequado tapete.
ResponderEliminarQuanto resto, só se devem tolerar as pulseiras coloridas e as patranhas da Maya.